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domingo, 8 de julho de 2012

Príncipes não são Perfeitos!

"There was a time
I thought, that you did everything right
No lies, no wrong
Boy I, must've been outta my mind
So when I think of the time that I almost loved you
You showed you ass and I saw the real you"
( Best Thing I Never Had - Beyoncé)


Oi,

Desculpa estar fazendo isso por carta. Nós dois sabemos que eu não sou muito bom com argumentações orais. Não sei se conseguiria expressar tudo numa discussão oral. Pois bem, decidi fazê-lo por meio de carta.

Príncipe, nós dois sabemos o quanto eu te amo. Não tenho vergonha disso, não tenho vergonha de fazer o que você quer na hora em que você quer. Nesses últimos 8/9 meses, você foi minha principal razão de viver. Eu sei que você deve achar que eu estou exagerando, mas não estou. 

Nunca tinha duvidado do seu amor por mim, da sua lealdade. Nunca tinha duvidado, até esse final de semana de Carnaval que passamos juntos na casa do Gui. Tá, eu tenho sido mais desconfiado do que o de costume desde que você foi sozinho para São Paulo. Mas nada se compara a esse carnaval. Os fatos tomaram proporções que eu realmente não previa, ou pelo menos que eu evitava prever. Não queria acreditar que você fosse capaz de me trair, por isso resolvi não pensar nisso durante muito tempo. Só que chega uma hora que, por mais que a gente tente não ver, os fatos saltam aos nossos olhos. Eu fico pensando, “Nossa, eu não sou um namorado ruim, eu sou dedicado a ele. Minha família o adora. Eu faço de tudo para ser amigo dos amigos dele. Eu também não sou um cara feio. Também acho que meu beijo não é insuportável. Que motivos teria ele para me trair?”. 

Realmente, pensando assim, não teria porque você me trair. Além do mais, eu sempre te dei espaço para falar dos seus sentimentos, para dizer se você se sente desconfortável com algo, ou insatisfeito de alguma forma. Mas, por algum motivo, desde o início dessa carta, eu venho considerando essa possibilidade, você deve ter percebido, né? Diante disso tudo, que motivos eu teria para acreditar que você me trai? Pois bem, vamos as minhas justificativas.

Primeiro, como eu já disse, apesar de estar mais desconfiado do que de costume desde que você voltou de São Paulo, eu só comecei a ter essas desconfianças de fato nessa semana de carnaval. O motivo você bem deve saber, foi a conversa entre você e o Rapaz mais Velho que eu li (confesso, ato totalmente falho, invasão de privacidade). Você viu como eu fiquei transtornado com a situação, e não, e não acreditei que você só queria sondar a vida do rapaz para apresentar para o Gui. Eu menti, te disse que aceitava tal justificativa apenas porque, além de desgastante demais para mim, aquele assunto seria uma pedra no nosso feriado, e eu sei bem o quanto você precisava daquele momento, eu não tinha o direito de acabar com aquilo.

O fato é que esta história não saiu mais da minha cabeça. Aquilo tinha trazido à tona outras coisas que já estavam na minha cabeça antes, e que estavam tirando meu sono há alguns dias. Uma delas era simplesmente o fato de você não ter mais o mesmo interesse sexual por mim de (pouco) tempo atrás. Você passou 1 semana e meia na minha casa, e quase não demonstrou interesse por sexo. Me lembro da época em que agente brigava por causa disso, que você me cobrava. Chegou até a me questionar se eu ainda sentia tesão por você, só porque uma vez eu estava com sono e não quis fazer sexo. Pode parecer um questionamento fútil, como você sempre argumenta uma relação não é feita só de sexo. Mas dentro daquele contexto eu tinha sim fundamento, explicarei porque em seguida. 

Confesso que cometi outro ato falho: vasculhei o histórico do Google Chrome no computador do Gui. Como eu sabia que as atualizações eram suas? Você era sempre o ultimo a usar o notebook. O que eu vi no histórico? Nada de tão espantoso, confesso. Vi que você tinha visto alguns vídeos eróticos, que tinha acessado o Badoo, tinha visto algumas atualizações e perfis no facebook, além de ter acessado dois grupos: Protocolos Marvel e Clube do Urso. De fato, nada disso prova absolutamente nada, mas já é informação suficiente para montar algumas ligações.

Primeiro vamos falar dos vídeos eróticos. Você sabe muito bem que eu não estou nem aí se você gosta ou não desses vídeos. Eu mesmo gosto de assistir também, não acho que seja um problema, nem motivo de ciúme. Eu mesmo já te sugeri que visse vídeos ou contos eróticos em algum dia que eu estava cansado e você quis fazer sexo. O problema é que eu fiquei curioso, e resolvi conferi o histórico do Google Chrome do meu computador também. E descobri que você acessou contos eróticos justamente nos dias em que esteve aqui em casa e que se recusou a fazer sexo comigo, ou que não me procurou. Vou te falar mais uma vez, isso não é prova de nada, nem é motivo para eu ter ciúme. Mas isso mostra que eu tenho razão quando afirmo que o seu interesse por sexo comigo não é mais o mesmo. Qualquer ser humano se sentiria um lixo se fosse trocado por um conto erótico. Não sei o que pode estar acontecendo, mas se existe algo, eu sempre te dei liberdade para expressar o que sente. Se há um problema, ele já poderia ter sido resolvido, e caso a qualidade do nosso sexo tenha deixado a desejar para você, nós já poderíamos ter dado um jeito nisso há muito tempo. Mas esse é o menor dos problemas.

Voltando ao computador do Gui, eu vi que você tinha acessado o Badoo e um grupo chamado Clube do Urso. Seria totalmente normal, e passaria despercebido, se você não tivesse falado para mim, pouco antes desse feriado, que achava o Badoo ridículo, que era coisa de gente que queria fazer “pegação”, e que não tinha perfil nesse tipo de rede social. O mesmo vale para o Grupo de ursos, você me disse há poucos dias também que estava cansado desses grupos, que só tinha gente falsa e invejosa, e que já tinha excluído TODOS os grupos de urso, me aconselhou ainda a excluir os meus também. Esse é o tipo de mentira que parece boba, mas é potencialmente perigosa. Você poderia ter mentido por vários motivos: porque conhecia alguém que poderia estar interessado em mim, por exemplo, e queria me afastar dessas redes (pensamento de um idiota); ou na pior das hipóteses, você estava querendo liberdade para escrever coisas que eu não poderia ler, ou até mesmo marcar encontros e me trair. Como eu disse, são apenas possibilidades, se uma ou outra era verdadeira eu não tinha condições de saber no momento, nem mesmo de desconfiar.

Só que os fatos foram acontecendo e eu estava a cada dia mais inclinado a acreditar que você realmente, se não tinha me traído, tinha a intenção de me trair. O fato é que eu solicitei participação no grupo Clube do Urso, e fiz um perfil no Badoo. Assim que a solicitação do grupo foi aceita, eu dei uma olhada geral para ver do que se tratava. Era como os outros grupos, uma pessoa dando em cima da outra, um grupo para rapazes solteiros. Dei uma olhada para ver sobre algo que tinha postado, e descobri que você estava no Grupo desde antes da viagem a São Paulo, já tinha postado fotos suas e até já tinha flertado com alguns membros. Se aqueles flertes e insinuações já tinham evoluído para o encontro real, eu não tenho como saber, mas só o fato de haverem flertes já me deixou muito triste, e provou mais uma vez que você estava mentindo para mim esse tempo todo. O que deixou a situação ainda mais estranha foi eu ter sido excluído do grupo no dia seguinte, mesmo depois de ter recebido boas vindas do dono do grupo (que é seu amigo, por sinal). De fato, o que você postava naquele grupo, você não queria que eu soubesse. Além disso, a mensagem que eu te enviei pelo Badoo ainda não foi respondida, apesar de já constar como lida e de ter mais de uma visita sua ao meu perfil.

Depois disso tudo, Príncipe, muitas outras cosias vieram à tona. Coisas antigas, sabe? Por exemplo, se você mentiu sobre coisas aparentemente tão bobas, o que te impede de ter mentido caso você tenha me traído em São Paulo? Teve ainda aquele episódio lamentável, em que você deu confiança para um tal de “Garoto Atirado” no perfil do seu facebook, no dia que você foi sozinho com o Pedro para a Cliperama. E ainda teve a história do Rapaz mais Velho. Depois dessas mentiras, quem me garante que você realmente estava desenrolando o garoto para o Gui? Detalhe que o cara nem faz o tipo do Gui, ele não é sarado, só é moreno. Me sinto um idiota completo se aceitar essa história como verdadeira. Além disso, existem outras coisas, que eu não vou comentar, porque envolvem outras pessoas que eu não quero comentar aqui.

O pior disso tudo, Príncipe, não é possibilidade de você estar com outros caras, não foram os flertes na comunidade, nem encontros com pessoas alheias e desconhecidas. O pior disso tudo é a mentira. Você sempre falava, nas nossas primeiras brigas, que uma cosia que você sempre odiou é a mentira. Uma vez você travou uma discussão enorme porque eu disse que estava sem dinheiro para ir a sua casa te ajudar a arruma-la quando na verdade eu tinha o dinheiro. Você me passou um sermão de que odiava mentira, e que por menor que seja era inadmissível. Depois de tantas mentiras suas que eu descobri na internet, no mínimo você é um hipócrita. Tantas chances que eu te dei de ser sincero comigo, tantas vezes que eu te falei que a fidelidade é uma coisa relativa. Que eu não me importaria se você quisesse ficar com outros caras, contanto que nós definíssemos isso. Mas você prefere me enganar, me fazer de bobo, e pior, me expor. Me expor para os seus amigos, para a sua família, para a minha família. Você criou uma imagem minha para essas pessoas, como se eu fosse um idiota que aceita tudo o que você faz e implora por um pouco de atenção sua. A “Juju Carente” do grupo. E ainda faz com que eu pense que sou eu mesmo o responsável por essa imagem. 

Quantas vezes eu já te disse que a cumplicidade é que faz uma relação saudável? Porque será que brigamos tanto? Será que essa cumplicidade é plena entre nós? Com mentiras assim, por mais que não provem nada, não tem relação que seja plenamente baseada na cumplicidade. Eu estou sempre disposto a mudar por você, estou sempre tentando. E você? Teria coragem de mudar por mim? Você seria capaz de não mentir mais? Se você quer ter sua privacidade intocada, seus grupos de pegação, seu Badoo, marcar encontros com pessoas desconhecidas, é só você definir isso comigo. Eu concordaria, caso houvesse os mesmo direitos para mim e para você. O que não pode é você pagar de hipócrita, me enganar, e por vezes me fazer de idiota e me expor. Eu não tenho problemas com isso, não vou mais sentir ciúmes se você for sincero comigo. A única origem do meu ciúme é a falta de sinceridade, que implica diretamente na perda da confiança. Eu quero ter motivos para confiar em você, respeitar sua privacidade. Não quero ser esse ciumento doente que vasculha os sites que você visita na internet e perde noites sem dormir pensando se você pegou ou não alguém na balada. Será que você não percebe que o que acaba comigo é isso? E não tem absolutamente nada a ver com o ato em si, mas com a falta de sinceridade.

Você não sabe o quanto vai doer para mim se eu tiver que terminar essa relação por causa da fadiga de ser enganado. E olha meu amor, já estou chegando ao meu limite. Estou aqui, abrindo meu coração para você, exatamente para tentar dar mais uma chance para nós dois. Eu amo você, amo muito. Se você estiver cansado, se não é mais sua vontade ser meu namorado, por qualquer motivo que seja, pelo menos considere o quanto eu te amo e o quanto eu me dedico a você, e termine logo com isso, pelo menos para me dar a chance de encontrar algum cara que realmente queira investir numa relação comigo. Agora, se você não quer se separar de mim, se você deseja dar mais uma chance para nós, por favor, seja sincero, explane o que há de errado para tentarmos melhorar juntos, porque é evidente que há algo errado. Por favor, não minta mais. Se você quer participar de um grupo, porque que você tem que me dizer que não quer? É só falar a verdade, eu vou saber respeitar sua vontade se você também respeitar a minha. Respeite-me enquanto homem, enquanto seu homem. Não me exponha, não me faça de bobo. É só isso que a gente precisa para ser feliz. Só quero que você enxergue isso.

Essa foi a última carta que escrevi para o meu ex-namorado, na véspera do nosso término. Aconselhado pelo meu amigo Sandro, resolvi postá-la. Felizmente, lendo ela novamente e vendo como estou hoje, fico feliz em perceber o quanto eu evolui como ser humano. Cheguei até a sentir vergonha desta carta, mas porque sentir vergonha? As melhores coisas que aprendemos na vida são com os nossos erros...
"I wanted you bad
I'm so through with it
Cuz honestly you turned out to be the best thing I never had
You turned out to be the best thing I never had
And I'm gon' always be the best thing you never had
I bet it sucks to be you right now"
 ( Best Thing I Never Had - Beyoncé)




É isso por hoje, meus amores...
Um grande Beijo... Até o próximo! ;)

domingo, 10 de junho de 2012

Dos Arrependimentos

"Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé!"

(Non, Je Ne Regrette Rien - Édith Piaf)




Relutei muito até escrever de novo sobre esta pessoa. Aliás, de um ano pra cá, mais ou menos, confesso que tenho evitado pensar sobre os momentos bons e ruins que vivi com ele e por causa dele. Talvez fosse o arrependimento, talvez fosse a mágoa. No fim das contas, uma mistura das duas coisas, mas com certeza com muito mais arrependimento do que mágoa. Com o passar do tempo, tal qual uma mistura azeotrópica, mágoa e arrependimento se dispersaram na atmosfera, porém a mágoa, muito mais volátil, já quase não existe mais. No fundo do copo, resta o arrependimento, líquido viscoso, incômodo, malcheiroso... Custa a evaporar, e incomoda bastante.

Paramos de nos falar há quase 1 ano. Desde então, nem mais uma palavra, ao menos não pessoalmente. Há cerca de metade deste tempo eu tenho voltado a pensar nele, que foi companhia fiel durante a melhor e pior fase da minha vida. Esse feriado fumei um cigarro de cravo, fui ao terraço daquela boate onde sempre íamos e nos divertíamos tanto. Impressionante como tais fatos que me fizeram pensar ainda mais nele, e de como ele me faz tanta falta. Me dei ao luxo de pensar, ainda, se valera a pena levar a situação até ponto em que chegou. Hoje vejo que foi uma grande burrice.

Não, não gostei nem um pouco daquela situação no mínimo chata que passamos naquela casa noturna. Não aprovei suas atitudes, não achei certo. Mas daí a levar essa situação até o fim da nossa amizade, eis aí um dos pontos centrais do meu arrependimento. Falar no fim de uma amizade pode ser chocante para muita gente, pelo menos para os mais iludidos que acreditam fielmente no poder incorruptível da amizade. Pra mim, o que houve foi exatamente isso, visto que não consigo imaginar meios de as coisas voltarem a ser do jeito que eram há 1 ano e pouco atrás.

Me arrependo ainda de não ter tido pulso firme. Mesmo que a pessoa (a que 'intermediou' isso tudo) valesse tão a pena assim (de fato, não valia), era meu dever não ter sido complacente, ao menos em nome da nossa já extinta amizade. Eis aqui a nobreza do arrependimento, sentimento tão injustiçado, tão mal visto, negado e evitado, significa apenas a grandeza de admitirmos nossos próprios erros. Hei de me engrandecer às custas dos meus arrependimentos, já cresci inclusive. O preço é que não foi tão doce, e me faz falta hoje.

Já me torturei, já me lamentei, principalmente quando vi que lutei em vão e que sacrifiquei um bem precioso em nome de uma mentira. Mas o que me importa a essa altura, o que o importa também? Não dá para voltar a fita, e nada nesse momento pode regenerar o que foi perdido no passado, não nessa situação em especial. Só o que me resta agora é o arrependimento. Hei de conviver com este odor fétido, esperar que a fadiga olfativa o faça tão familiar a ponto de nem o perceber mais...


"Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux!"

(Non, Je Ne Regrette Rien - Édith Piaf)


Um grande abraço a todos... Boa Parada para os Paulistanos! Até o próximo...

domingo, 8 de abril de 2012

Quando as Mudanças se Fazem mais Difíceis do que Realmente são

“I never needed you to be strong
I never needed you for pointing out my wrongs
I never needed pain
I never needed strain
My love for you was strong enough, you should have known


I never needed you for judgements
I never needed you to question what I spent
I never asked for help
I take care of myself
I don't know why you think you got a hold on me”
(Hush Hush – The Pussycat Dolls)



São 15 para as três (da manhã) do dia 18 de março de 2012, um domingo. Como eu odeio domingos. Meu sábado não existiu. Passei o dia na cama, me recuperando da ressaca de sexta. E que ressaca, tanto física quanto moral. Mais moral, na verdade, porque aquela cerveja verde estava tão boa que não poderia me dar uma ressaca tão ruim.
Não tem sido fácil para mim, não mesmo, desde a primeira sexta-feira após o carnaval. Estou variando entre o depressivo e o impulsivo, duas personalidades que de forma alguma caracterizam o verdadeiro Júlio. Não sabia direito o que pensar, o que julgar, se é que eu deveria mesmo julgar. Nem mesmo sabia o que fazer. A única certeza nessas ultimas duas semanas (um pouco mais que isso, na verdade) é que eu não queria que tivesse sido assim, pelo telefone.
Na verdade, eu não queria que tivesse sido assim desde o início. E, meu Deus, como isso me incomoda. Como isso tem me incomodado nas ultimas duas semanas. Como isso tem me incomodado nos últimos 9 meses. E foram os melhores e piores meses da minha vida. Meses em que eu estive perdido, em orbita... Mas ainda assim, pude provar um pouco das ilusões mais doces.
Eu fui capaz de fazer qualquer coisa para continuar com aquele sabor de menta na boca: intenso, frio, e... irresistivelmente doce. Não é assim tão fácil se acostumar com a ideia de que não poderei mais mergulhar nessas águas profundas, tão reconfortantes, tão sufocantes... Por mais sufocantes que fossem, era o que me levava pra frente... Pra frente? Nem disso mais eu tenho certeza. O fato é que era bom, tão bom. Mas há duas semanas o mar secou, suas águas eram tão voláteis que bastou uma mudança de atitude e uma ou duas palavras mal colocadas para elas secarem por completo. E eu, por mais que quisesse, não poderia fazer nada.
Até poderia, mas aí já seria como entregar minha cabeça, ou cada gota de sangue do meu corpo. Não, eu não tenho sangue de barata. “I just can’t live a lie anymore”. Não, não valia mais a pena. Mas o show tem que continuar, e eu continuei a MINHA vida. Queria sim que tivesse sido diferente. Queria que não tivesse sido pelo telefone. Não gosto de assuntos inacabados, e eles sempre parecem inacabados pelo telefone. Mas não teve outro jeito, não posso e nem quero mais ficar em órbita, tentando resolver um assunto que não depende só de mim para se resolver.
É isso aí, não tem mais jeito, acabou... Boa sorte. Foda-se que foi pelo telefone.  Vou tomar as minhas cervejas verdes e vou me divertir. Foi isso que eu fiz naquela sexta-feira. Consciência limpa, desinfectada. Mas então porque será que eu estou me sentindo assim? Suas palavras não deveriam ter o efeito que tiveram. Mas também, depois de uma noite como a da ultima sexta, não há mais nada a ser feito, não é? Só restamos nós dois, um em cada lado, cada um com a sua consciência, com a sua ressaca moral. Vejamos então a ressaca como um efeito colateral de uma quimioterapia, afinal de contas agora eu já consigo conviver com a ideia de que nesse mar eu nunca mais mergulharei de novo. 


"And it's a little late for explanations
There isn't anything that you can do
And my eyes hurt, hands shiver
So you will listen when I say

Baby
I don't want to stay another minute
I don't want you to say a single word
Hush, hush
Hush, hush
There is no other way
I get the final say"
(Hush Hush - Pussucat Dolls)



Bem gente, como bem devem ter percebido esse post estava aqui na minha gaveta (deveria dizer no armário? hahaha) e resolvi utilizá-lo para dar mais um passo na minha volta a blogosfera. Em breve uma senhorita enrustida e passiva chamada Rafael Martins vai me entrevistar. Assim, aos poucos, eu vou voltando. Em breve eu estarei aqui sempre como antes!

Um abraço a todos

Até o Próximo post!