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domingo, 3 de junho de 2012

Caras mais velhos sabem o que fazem...

"Vai, pode falar, pode escrever 
Eu vou me entregar 
No meu lugar, quem não faria? 
Diz que é loucura, diz que é besteira
Mas eu não vou ligar 
Não tente entender 
E o tempo dirá 
A sina é sonhar 
Que eu pago pra ver 
Qual meu lugar 
Que a vida é um dia 
Um dia sem culpa 
Um dia que passa aonde a gente está"
(O que se quer - Marisa Monte)



Ah, e como eles sabem. E eu sou só um garoto. Eles sabem muito bem como agradar um garoto. Depois de tanto tempo, depois de uma decepção, depois de me planejar tanto para não sofrer mais de novo, eis que surge ele na minha vida. Na verdade, ele sempre esteve por perto e eu talvez nunca tenha dado a atenção merecida.

Conheci o Alex há pouco mais de um ano, antes mesmo de conhecer o meu primeiro namorado. Só o conhecia pela internet, porém conversávamos bastante. De cara, gostamos um do outro. Confesso que o fato de ele ser 15 anos mais velho me deixava ainda mais curioso e interessado. Marcamos diversos encontros que não deram em nada. No final, eu sempre hesitava a encontrá-lo, não sei se por medo ou por incerteza mesmo se realmente queria avançar com ele. Até que certo dia eu desmarquei um encontro com ele para conhecer meu ex-namorado, e acabou dando no que vocês já devem ter deduzido.

Óbvio que o Alex ficou puto chateado comigo naquela época, confessou-me recentemente. Me disse que se sentiu trocado. Mas em pouco tempo voltamos a nos falar, como amigos, e ele sempre esteve por perto desde então. Próximo ao término de meu namoro, ele se aproximou bastante, como se sentisse o quanto eu estava precisando de alguém que me ouvisse naquele momento. Teria sido a entrada estratégica? Porque depois disso, quase um ano depois de termos nos conhecido, eu me lembrei o quanto o achava interessante e o quanto o fato de ele ser 15 anos mais velho me deixava ainda mais excitado ansioso por conhecê-lo...

Depois do término do meu namoro, voltamos a demonstrar mais interesse um pelo outro do que simplesmente uma amizade. Outras várias marcações de encontro que não deram em nada nos levaram até a última quarta-feira, dia 30 de maio de 2012. Nos encontramos lá, naquela praça cheia de significado... Confesso que ele me pareceu ainda mais atraente pessoalmente. Confesso que me deixei levar pelas suas atitudes, pelas palavras que ele sabia que eu queria ouvir. Confesso que cedi ao seu convite de um contato mais, digamos, íntimo... Lá mesmo, próximo àquela praça...

Os passos já eram contados, e a turbulência daquele elevador antigo já passava despercebida perto do atmosfera de curiosidade e desejo que nos envolvia. E foi ali, naquele quarto de motel próximo a Cinelândia, que Alex me provou o que eu já desconfiava: caras mais velhos sabem o que fazem... Sabem exatamente como encantar um rapaz de vinte e poucos anos. Tudo nele me parecia ainda mais atraente entre aquelas 4 paredes fartas de presenciarem as mais diversas histórias de amor e erotismo.

Amor e erotismo. Queria eu ter a certeza e a coragem tão veladas, como as expressas nas de Marisa Monte, de admitir que era exatamente isso que eu estava sentindo. Garotos têm duvida. Garotos não sabem o que querem. Garotos tem medo de cair da bicicleta, por mais que tenha alguém os dando o apoio e a certeza de que eles não vão cair de novo. Alex é um homem incrível, lindo, simpático, inteligente, seguro de si... Ele é tudo que eu queria e precisava encontrar em um cara. Também sinto que as intenções dele são as melhores, de modo que nunca antes alguém tivera tais intenções em relação a mim. Porque então eu ainda tenho dúvida?

Há quem diga que a vida é uma só, e ela passa rápido... Devemos vive-la intensamente. Mas é tão difícil voltar a subir na bicicleta depois do primeiro tombo... Mais difícil ainda é tomar uma decisão sem ter certeza do que realmente quer, sem ter certeza se suas vontades futuras podem acabar magoando alguém. O que eu sinto pelo Alex é tão especial que jamais teria coragem de magoá-lo por qualquer motivo que seja. No entanto, minha única certeza é que, nesse momento, só o que eu quero é voltar a ouvir sua voz e sentir o calor do seu abraço... Me resta torcer para que ele, além de saber o que fazer para me conquistar, também saiba que garotos como eu nunca têm certeza do que querem, pelo menos por hora...
"Mas se eu tenho tanto a  perder 
Eu perco é o medo  
Do que a sorte lê 
Sabe quem quer 
Sabe quem tem 
O que se quer"
(O que se quer - Marisa Monte)




É isso por hoje, meus lindos... Até o próximo! 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Não seja promíscuo, Gay...

"Tonight I'm gonna have myself a real good time
I feel alive and the world is turning inside out Yeah!
I'm floating around in ecstasy
So don't stop me now don't stop me
'Cause I'm having a good time having a good time"

(Don't Stop me Now - Queen)

Vamos dar uma pausa nos posts subjetivos e dar lugar a uma coisa mais direta: a argumentação. Pois então, o que motiva esse meu desejo de argumentar foi apenas um comentário, que para a maioria das pessoas pode ter passado desapercebido, mas me chamou muita atenção. Meu amigo Raphael Martins (vulgo Enrustido) foi entrevistado em um blog super legal de conteúdo adulto, e me passou a entrevista para eu ler. O texto dizia muito da personalidade do Raphinha, que ele é um cara muito legal, antenado, careta (haha), e que é apaixonado pelo Juan. O que me incomodou mesmo foi um comentário que ele fez no final da postagem, falando para nos valorizarmos enquanto gays e evitarmos a "promiscuidade". Eis aqui o comentário transcrito:

"Se valorizem. Evitem a promiscuidade. Quem sabe daqui a algum tempo podemos mudar a imagem ruim que a sociedade tem em relação aos gays."

De cara, eu li esse comentário e já ia passar desapercebido por mim também. Mas daí eu voltei, pensei... Tem algo que me incomoda nesse comentário aí...

Não sei, me passou a impressão de que todo gay é promíscuo. Tá, não sejamos hipócritas. Existe sim muita promiscuidade entre os homossexuais. Talvez até possamos associar essa característica aos homossexuais. Mas, não sei... Passou também a impressão de que isso é uma característica exclusiva dos homossexuais, e que esta característica exclusiva era a origem de todos os males que sofremos, ou no mínimo de uma imagem feia que criaram da gente. 

Pra começar, promiscuidade não é uma característica restrita aos homossexuais. Tanto que existe antes mesmo de a ideia de homossexual existir. Ah, vamos, promiscuidade por promiscuidade, existem muitos outros grupos que estão muito mais associados ao termo do que nós, gays. Um exemplo disso são os padres pedófilos, maridos e esposas adúlteros, prostitutas e profissionais do sexo, enfim. Não sei exatamente quando nem como a promiscuidade foi associada aos homossexuais. Talvez o que nos diferencia em relação a outros grupos é o fato de alguns de nós assumirmos a promiscuidade como algo normal, ou cotidiano.

E de fato, o que tem de errado nisso? Devemos mesmo nos preocupar tantos com estes princípios morais? Se encanássemos com princípios morais, entraríamos num caminho sem volta em direção a negação do nosso próprio desejo. Que desejo? O mais óbvio, sentir atração por pessoas do mesmo sexo. Afinal de contas, isso também não é assim tão bem visto pela sociedade de maneira geral, não é? Isso faz com que, por menos promíscua que a pessoa (gay) seja, de uma forma ou de outra, ela acaba quebrando esse paradigma social que vivemos devido aos tais "princípios morais" simplesmente por ser gay. Claro que não estou falando que, se você é gay, necessariamente tem que ser promíscuo. Mas daí a condenar a promiscuidade (e simplesmente ela) como a causa dessa imagem tosca que temos perante a sociedade cristã ocidental já é demais, né? Por que não ser indiferente, não é verdade? E depois, tanto eu quanto vocês sabemos que o buraco é muito mais embaixo...




Como eu já questionei, será mesmo que somos tão oprimidos assim simplesmente por sermos seres promíscuos e assumirmos isso? Ou será que o simples fato de nossa própria origem ferir os princípios ideais da sociedade já basta? Basta, claro que basta. É só pensar em quantos homossexuais nunca tiveram a chance de terem contato sexual com nenhum ser humano e mesmo assim são mal vistos pela sociedade... O simples fato de você gostar de homens já é motivo para ser alguém à margem. E não, a promiscuidade não interfere nisso. Mas essa situação nos permite algo extraordinário: abrir a mente. Nos dá a chance de pensar que, conhecer outras pessoas, pessoas diferentes, ao mesmo tempo e em tempos diferentes, pode deixar de ser um ato condenável para se tornar um ganho de experiência. Ser promíscuo não é condenável, é apenas um desejo, que diz respeito única e exclusivamente a cada um de nós, de conhecermos outras pessoas e compartilharmos uma coisa maravilhosa com elas: o prazer. 

Mas isso seria banalizar o sexo, não é verdade? Sim, seria. E o que há de errado em banalizar o sexo? O sexo pode sim ser uma situação de comunhão entre duas pessoas que se amam, mas também pode ser simplesmente uma forma de relaxar e ter prazer. Quem decide isso é a pessoa que faz, e ninguém tem direito de julga-la por causa disso. Há quem diga que é um problema de saúde pública, que existe hepatite B, hepatite C, HIV, HPV, HTLV (melhor eu parar, se não o post vai ficar grande demais), e é fato que camisinha não protege contra todos eles. E daí? Você pode pegar essas doenças com qualquer pessoa, seja ela promíscua ou não, basta ela ter a doença. E depois, ser promíscuo não é ser burro, dá sim para ter o mínimo de critério na hora de escolher um parceiro sexual, seja para uma transa ou para o resto da vida. Uma coisa é você fazer sexo com pessoas que você nem mesmo conhece pessoalmente, outra é fazer isso com pessoas com quem você já tem algum nível de intimidade (amigos e colegas, por exemplo). No final das contas, com um pouco de cautela e tomadas as medidas de segurança necessárias, dá para aproveitar a vida numa boa, sem ficar grilado.

No final das contas, só o quero dizer é o seguinte. As pessoas usam a promiscuidade para justificar preconceitos, homofobia. É só você perguntar a alguém, "Por que não gosta de Gays?" ou "Porque você é contra os Gays?" pra pessoa responder: "Porque são um povinho muito promíscuo". Mentira, hipocrisia. Promiscuidade não define o caráter de ninguém, e a origem do preconceito é muito mais complexa do que simplesmente a promiscuidade. Deixar de ser promíscuo não vai fazer diferença nenhuma na imagem que a sociedade tem da gente, mas vai sim ajudar a reprimir cada vez mais o que sentimos e o que queremos. Não tem nada de errado em querer ter relações sexuais com mais de um parceiro por um curto período de tempo, ou mesmo com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, seja(m) ela(s) do mesmo sexo ou não, basta que você tenha o mínimo de critério e tome as devidas precauções.

"I'm burning through the sky Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm traveling at the speed of light
I wanna make a supersonic man out of you

Don't stop me now I'm having such a good time
I'm having a ball don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all"


 (Don't Stop me Now - Queen)



Ai ai ai... Polêmica, como eu adoro polêmica. Antes que eu me esqueça, quero agradecer ao Raphinha pela inspiração. Espero vocês não pensem que eu sou uma frick bich, como diria a Gaga. Pelo contrário, sou um rapaz certinho, tímido, ingênuo... Mas, entre 4... deixa pra lá. 

Um abraço, biches... Até o próximo!


domingo, 19 de dezembro de 2010

Sujeito Passional II: A primeira vez

Putz, amigos, desculpem encher o saco de vocês de novo. Eu mesmo já estou de saco cheio. Não vou culpa-los se não lerem esse post. Mas eu preciso escrever isso, preciso me libertar disso hoje, não aguento mais. Há poucos dias me aconteceu uma coisa que me ressucitou fantasmas que pra mim já tinham feito a passagem há muito tempo, mas estavam lá, só esperando o melhor momento de aparecer a acabar comigo. Hoje é o dia do exoscismo, eles vão sumir da minha vida de vez.



Meu Ídolo Freddie na cena da libertação (I want to break Free)

Bom gente, eu não vou ficar repetindo aqui as coisas do outro post. Vamos direto ao ponto específico do de hoje, sem os alongamentos de costume. Hoje eu vou falar de uma pessoa, um grande amigo, que sem saber acabou comigo por muito tempo, numa espécie de tortura. Eu já falei dele aqui no blog, o nome dele é Walmir (não vou preservar a identidade dele).

Wall foi um marco na minha vida, apareceu no momento que eu mais precisei dele, se não fosse ele, eu nem estaria aqui, escrevendo para vocês. Ele me ajudou fazendo com que eu revelasse não só para ele, mas para mim mesmo, que eu sou gay. Eu fiz o mesmo por ele. Se seríamos felizes? Nós não sabíamos, tínhmos 16 anos. Mas o fato é que não precisariamos mais carregar o peso sozinhos. E esse foi o estopim para a cascata de acontecimentos que me levaram a me tornar um sujeito bem resolvido com a minha sexualidade. Só que eu e Wall, não éramos apenas grandes amigos, ou confidentes. A sexualidade não foi a única coisa que Wall fez por mim. Ele foi o primeiro cara com quem eu fiz sexo.

Foi uma coisa quase que natural, e imagino que aconteça com muita gente. Ele era meu amigo, dormia várias vezes lá em casa. Em uma dessas vezes, nós decidimos experimentar, e acabou acontecendo. E aconteceram outras vezes (não me lembro mais quantas). No início foi estranho, nós éramos amigos, era normal rolar um sentimento estranho. Ele era muito frio e mecânico, e eu me sentia desconfortável. Tinhamos vergonha um do outro ainda. Nós não nos beijávamos, só faziamos sexo. A medida que as coisas começaram evoluir, nós ganhamos mais intimidade nesse aspecto. Até que um dia, ele decidiu me beijar, me acariciar, e fez o sexo com mais sentimento e sensiblidade. Verdade gente, até aquele momento, nossa relação não tinha mudado em nada, e o sexo que fazíamos era quase uma masturbação de tão mecanico e casual que era. Só que dessa vez foi diferente, ele me deu atenção, e eu estava muito carente. Na minha cabeça, a amizade que eu sentia por ele começou a se transformar em amor, eu eu fiquei ligado nele.

Tentei falar com ele, mais de uma vez, mas ele não me deu importancia, ele não sabia lidar com isso, e ele ainda era só o meu amigo, não sentia mais nada por mim. Foi então que eu comecei a reprimir o que eu sentia, com medo de estragar uma amizade tão importante. O tempo passou, sim, mas eu ainda pensava que era com ele que deveria ficar. Ficava indignado com a forma que ele era tratado pelos pais, queria poder fugir com ele, para morarmos juntos e enfrentarmos o mundo só nós dois. Eu acreditava que uma relação entre nós pudesse dar certo, e fui sustentando esse sentimento, no stand by, tentando esconder o fato de mim mesmo. Cheguei ao ridículo de sentir ciúme dos professores de inglês, que ele adorava dar em cima, e dos caras que ele dizia que queria pegar.

O Wall nunca foi um cara de convivencia fácil. Se você não gostasse dele de cara, você não ia gostar dele nunca mais. Ele é um tipo meio franco, que tenta ser engraçadinho. E com isso, ele acabava me dizendo coisas que eu não gostava de ouvir. Ele me colocava pra baixo, me comparava com pessoas... Isso me magoava, porque eu já gostava dele, me atingia o ego, e derrubava a minha auto-estima. Eu sei que não era intenção dele, sei que queria tirar sarro da nossa situação, mas ainda assim eu me sentia magoado. Isso foi me deixando triste, deprimido, e isso se arrastou durante um bom tempo. Até que Wall começou a me falar do Marcelo (pseudônimo), um rapaz casado (com mulher), bonito, corpo perfeito e esbelto... Ele tava apaixonado pelo Marcelo, e o Marcelo dava corda a ele (nem preciso dizer o que eles faziam, né?). Bem, eu senti um ciúme danado no início, acabei transferindo o ciúme para um comportamento mais ríspido com o Wall, que ele ignorou. O que mais me deixou triste foi o fato de Wall ter feito coisas por Marcelo que ele nunca faria por mim. O que vocês acham que eu fiz? Sentei e chorei? Não. Eu estava começando a utilizar o blog na época, e com o blog veio o amor próprio. Eu já estava cansado de ser uma figura secundária na minha própria vida. Decidi olhar pra mim mesmo e enchergar um homem bonito, sensível, e merecedor de outro homem a sua altura.

Aquelas atitudes, as comparações, as atitudes dele com o Marcelo, e o meu amor próprio fizeram com que esta coisa que eu entendia como sendo amor e sentia pelo Wall fosse se desfazendo, até ficar apenas a velha amizade que eu sentia por ele ainda na época em que "não eramos" gays, já um tanto abalada pelo fio de mágoa que eu senti (eu sou ser humano, eu me magoo sim, não tenho culpa, mas eu sempre supero isso). Os acontecimentos narrados no ultimo post foram o ponto final da história, quando eu vi que posso sentir algo diferente por uma pessoa que não era ele. Eu meio que me distanciei do Wall, quase que naturalmente, ao longo desse ano, e só agora ele percebeu e sentiu minha falta. Sentiu ciumes de vocês, dos meus amigos não virtuais, alegou a eles e a vocês esse nosso afastasmento. Fez até um poema sobre isso (ele escreve poesia quando está com os sentimentos a flor da pele, foi o primeiro poema que ele fez pra mim e me mostrou). Eu não gostei disso, me senti ofendido... É como se ele tivesse colocando a culpa de tudo nos meus outros amigos.

Ninguém tem culpa nessa estória, ou ambos temos: ele devia ter me dado mais atenção e me ajudado a eliminar esse sentimento maluco que eu criei por ele, já eu não devia ter me envolvido. Mas meus amigos não tem nada a ver com isso. Eu disse tudo isso a ele, como eu me senti durante esse tempo, e ele ficou transtornado. Acho que foi demais pra ele saber isso tudo, até meio egoísta da minha parte. Mas pra mim, somente pra mim, foi bom demais. Coloquei os pingos nos is, arrumei meu coração, e ele está limpinho e... vazio. A carencia agora vem como um leão pronta para me devorar, e eu estou pronto para procurar um amor de verdade, ou mesmo para me divertir, seja lá o que for... Acho que amadureci com tudo isso, estou ficando menos passional, sem deixar de ser sensível, porque a sensibilidade é uma virtude, e eu gosto de ser sensível.

Deixar de ser amigo dele nunca, ele é um dos amigos mais importantes dessa vida. Agora eu só quero que a nossa amizade tome o viço de antes. A carencia? Eu resolvo isso em breve, e não vai ser com o Rei, kkkk. Desisti do rapaz, nada como uns comentários coerentes e amigos para me fazerem desencanar rsrsrs. Espero que não faltem pretendentes agora, já que tem bastante espaço sobrando.

Bem gente, disculpem mais um post novela mexicana/ malhação gay. No próximo eu vou tentar colocar algo mais animado, ou mais agressivo (dessa vez é sério). Os que tiveram paciancia de ler, obrigado, cometem... hahah. Os que não tiveram, ahh, os que não leram nem isso vão ler, então deixa quieto... kkkkk

Beijos e Abraços Renovados... Até o Próximo!!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Atv, Pass ou Ver???

Olha gente, eu tava tomando coragem para escrever esse post... Não porque eu tenha muitos problemas em falar abertamente sobre sexo. Pelo contrário, acho que me reprimir em falar de sexo é um tabu desnecessário... Mas, como eu não criei nenhum alter ego para escrever esse blog, eu morro morria de medo de alguém da minha família acessar e se deparar com declarações minha a respeito de sexo com outros homens... Mas em fim, como eu disse, eu morria de medo... Nas ultimas semanas (de duas pra cá) eu resolvi jogar a merda no ventilador pra ver no que dá (putz, desculpem a expressão horroroza), e tem mais, se alguém que não sabe que sou gay ler isso aqui e não gostar, eu não to nem aí, se incomode longe de mim, eu já tenho problemas demais, não preciso de mais um.

Voltando ao que interessa (hehehe), ontem eu li um post no blog na Borboleta (a madrinha querida). Ela teve a incrível iniciativa de organizar uma blogagem coletiva sobre o tema "violência doméstica contra a mulher", lembrando o 25 de novembro. Enfim, durante toda a semana ela convidou vários outros blogueiros para tratar do assunto, e ontem eu li o post escrito pelo meu padirnho, o Gui. Como já é de costume, o Gui escreveu sobre o assunto no melhor do seu estilo: bem objetivo, bem ácido, jogando as verdades na nossa cara, sempre com os argumentos certos, sem ser apeltativo mas não perdendo a força do discurso... Nem precisa dizer que adorei o texto que ele escreveu, né?? rsrsrs. Mas enfim, o post do Gui nada tinha a ver com o assunto desse post aqui, na verdade, nem tinha muita relação com qualquer tema relativo a homossexualidade. Só que o Gui usou uma comparação (só umazinha) que foi suficiente para me fazer refletir muito... E me deixou muito PUTO da vida...

Não gente, calma... Eu não to pensando em me prostituir (o especialista na palavra PUTA e suas variações é o BSvox, kkkkk, leia isso e isso). E também não discordei  com a comparação. Na verdade, o que me irritou foi exatamente o fato de eu concordar com ela, pelo menos em parte. O Gui estava falando sobre machismo disfarçado de "cavalheirismo", e como as mulheres tornavam-se dependentes de seus parceiros devido a isso, tando emocianl quanto financeiramente. A comparação: Ele disse que acontecia algo parecido com os homossexuais masculinos (nós, os gays), e que o Ativo normalmente pagava a conta do restaurante, ou do motel (mais provável, kkk), enquanto o passivo esperava a iniciativa do ativo...

Assim, eu confesso que, no fundo (no fundinho é mais... deixa pra lá... kkkk) isso tem um "q" de verdade... E me atingiu pessoalmente. Eu sou um cara muito tímido, normalmente eu prefiro esperar a iniciativa alheia do que eu mesmo ir lá toma-la. Também confesso que isso atinge em cheio o meu ego, adoro me sentir desejado, mesmo que seja só um beijo ou coisa assim. Outra coisa, na primeira vez que eu sai com um cara, apesar de eu ter tomado a iniciativa de tomar um chopp na cantareira, ele é que pagou a conta (e depois também o motel), e eu fui passivo na situação... Não pude deixar de lembrar disso tudo, e fui obrigado a concordar com ele (e o padrinho sempre jogando as verdades na cara).

Mas, fala sério, eu não concordo com isso não... Pelo menos não na teoria. Na verdade, eu implico até com a questão "ser ativo" ou "ser passivo". Pra mim, isso tem dois problemas básicos: primeiro, gera mais um preconceito dentro da nossa própria esfera, ou vai dizer que não existe um preconceitosinho?? O pior é que esse preconceito é bilateral, tanto o ativo se acha melhor por ser "menos viado" (ou até por "não ser" sendo), quanto alguns passivos se acham melhores por serem mais gays (ridiculo, para não dizer TOSCO); segundo, pra mim, essa separação só reforça aquela visão que eu tanto odeio de que, em um casal gay, existe o passivo (que faz o papel da mulher) e o ativo (que faz o papel do homem). Vocês conseguem ver a importancia disso?? Isso é a origem da intolerancia, gente. Enquanto as pessoas não conseguirem pensar em um casal formado por dois homens, enquanto existir o esteriótipo do passivo mulézinha e do ativo machão, a sociedade nunca nos verá com o respeito que merecemos e nem da forma que queremos, nunca irão nos compreender.

Mas olha só, vou deixar bem claro aquí que essa discussão de ativo e passivo nada tem a ver com "ser afeminado" ou não. Na verdade, a questão de ser afeminado ou não ser nada tem a ver com homossexualismo, tanto que existem sim homens heterossexuais que são afeminados (apesar de raros), e isso é comprovado cientificamente (não lembro o nome nem tenho o link do artigo, mas assim que eu achar eu linko pra vocês, pra quem se interessa por embriologia e genética, neah?? rsrs).

Outra coisa que gostaria de deixar claro, eu não estou criticando a vontade de ninguém. Eu, particularmente, gosto de ser ativo e passivo, apesar de nunca ter sido ativo, sinto vondade de ser. Mas sim, eu entendo que existam pessoas que não gostem de ser passivos, e tem caras que não gostam de ser ativos (apesar de não compreende-las). O que me irrita é a pessoa se intitular passivo ou ativo, afinal, a sua vida sexual é individual, é problema seu, e vc não tem q dar satisfação disso a ninguém (a não ser pro bofe, neah??). E depois, eu acredito no amor, eu acredito que, se um cara é teoricamente ativo, ele aceitaria ser passivo com um cara que ele ama, e o mesmo vale para os teoricamente passivos.

Por último, eu gostaria de comentar mais uma coisa. Eu sempre me martirizei por ser gay, só fui aceitar isso de verdade há cerca de 2 anos. Achava que ser gay não tinha nada de vantajoso. No entanto, hoje eu percebo que, se eu não fosse gay, eu não seria compensado sexualmente. Eu tenho um apetite sexual muito grande, não sei como eu consigo ficar tanto tempo sem sexo. O fato de eu gostar tanto de ser ativo quando de ser passivo acaba sendo uma oportunidade muito interessante de fazer com que o sexo não caia na mesmice, e acabe durando mais tempo. Eu duvido que se eu fosse hetero, eu conseguiria ficar fazendo sexo por mais que três horas com uma parceira. Uma hora eu ia acabar cansando, pq eu ia ficar fazendo sempre a mesma coisa. Sendo gay não, eu posso variar, ainda mais se o meu parceiro não tiver esses grilos com relação a sexo... Da pra fazer um estrago legal na cama (diversidade sexual é TUDO, né???).

Post bem depravado esse, né?? Só pra tirar a impressão de pós-adolescente que leu Harry Potter pela primeira vez aos 11 anos... kkkkkkkk

Beijos e amassos, ooops abraços... kkkkkkkkkkkkkkk
Até o próximo Post!!!