Procure Edições Antigas

Mostrando postagens com marcador adolescência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adolescência. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de fevereiro de 2011

De Volta


Oi pessoal, estou on-line de novo! Eu sei que eu disse que seria apenas uma semana, acabei me alongando para mais uma. O fato é que eu nunca estive tão ocupado durante as férias. Aliás, pra falar a verdade, eu não sei o que são férias de verão desde 2007/2008.

Eu já devo ter comentado aqui que 2008 não foi um ano fácil, em nenhum dos campos da minha vida. Acho que carrego o cansaço obtido nele até hoje. Foi um ano inteiro estudando em período integral, por causa do curso técnico, e ainda estudando aos sábados também em período integral, por causa do pré-vestibular. Além disso tudo, ainda tinha Inglês e Francês.

Mal dava para respirar. Vida social? Não podia nem pensar nisso. Pra piorar a minha situação eu ainda perdi a minha única oportunidade de descansar dessa maratona de 1 ano: as minhas férias de verão. Isso já foi por causa do estágio. Sim, tive que fazer estágio para concluir o meu curso técnico. Comecei assim que as aulas acabaram no final de novembro. Não tive nem um final de semana para descansar. E pasme, eu estagiei em uma obra de grande porte, custeada pelo Governo Federal (o nosso famoso PAC). Não era uma obra do PAC qualquer, era uma obra enorme, onde estavam envolvidas três das maiores construtoras desse país. Uma grande experiência, que eu carrego pra minha vida toda, apesar dos pesares (todos aqui sabem o que costuma acontecer em obras desse tipo, mas por amor a minha vida, assim bem exagerado mesmo, eu vou deixar subentendido).

Agora, a pergunta que não quer calar. Como é que um cara com formação técnica em Edificações, com estágio, a ponto de tirar o CREA, tendo a oportunidade de ser efetivado por uma das três empresas de grande porte envolvidas naquela obra imensa, teve a burrice audácia de tentar vestibular (e passar) para um curso da área da saúde (tipo, nada a ver) e não para Engenharia Civil ou Arquitetura? Bom gente, eu tento encontrar uma resposta decente para isso até hoje.

Uma coisa é fato, a cada dia que passa, eu tenho mais certeza de que eu nasci para ser farmacêutico. O curso é muito cansativo, difícil... mas é encantador (pelo menos pra mim). Também tem aquela leve sensação de que eu seria uma pessoa pouco realizada profissionalmente caso eu seguisse a carreira de Engenharia, ou Arquitetura. Só que também tem o outro lado. De vez em quando, me vem a cabeça que eu poderia estar ganhando 10 vezes o que eu recebo hoje como bolsista de IC, apenas como estagiário de engenharia civil em uma construtora multinacional de grande porte. As vezes me bate aquela saudade do meu escalímetro, do compasso, da régua T, do papel manteiga... Dos meus projetos. Tijolo de vidro, jardim interno, telha de barro colonial... De brincar de arquiteto no CAD... Eu sinto falta disso as vezes, e fico pensando se eu seria um bom Arquiteto, ou engenheiro.




 
Mas a cada dia que passa, a cada ramo novo da biologia e da química que eu desvendo, a cada possibilidade de atuação do farmacêutico que eu descubro, eu fico mais apaixonado pela minha futura profissão. Valeu a pena abrir mão de um salário bom em curto prazo, valeu a pena transformar a minha criatividade em hobby, valeu a pena entrar em um ramo totalmente novo e desconhecido... Acho que já posso dizer que encontrei minha vocação (acho que é melhor esperar eu me formar antes de dizer isso com tanta certeza, não é? Hahah).

Pois foi assim que eu entrei nessa louca rotina da faculdade de Farmácia. Saí do estágio numa sexta-feira em março de 2009 para começar a estudar na segunda-feira seguinte. Não tive descanso nem nas férias de julho, quando eu, Gui e Ângela resolvemos fazer um minicurso oferecido pelo instituto de química. Nas férias de verão de 2009 para 2010 eu também não descansei, tive que participar de um outro curso de férias por causa da minha IC (a história de como eu consegui essa IC também é muito louca, talvez eu fale sobre isso em outro post futuramente).

Essas seriam as minhas primeiras férias tranqüilas desde 2007/2008. Cheguei até a ter o mês de janeiro para vadiar descansar um pouco. Só que, mais uma vez por causa da IC, eu tive que interromper meu descanso. Só que dessa vez eu estou muito mais empolgado. Estou em um projeto realmente interessante e que desperta muito o meu interesse. Tá até valendo sacrificar o restinho das minhas férias por causa dele.

Essa semana eu tenho mais um evento relacionado a esse projeto, mas eu vou procurar visitá-los mesmo assim. Essas duas semanas longe da Blogosfera me fizeram ver de verdade como esse troço vicia. Eu estou morrendo de saudades de todos vocês, tanto dos textos quanto da presença virtual de cada um aqui nesse blog. Quis falar de coisas que aconteceram comigo, de sentimentos, de angústias aqui no blog durante essas duas semanas de ausência. Mas já passou, e agora tudo que eu quero é estar aqui até que as aulas voltem efetivamente, quando ficará muito mais difícil, e o tempo será muito mais escaço.

Bem gente, acho que isso é tudo... Falei de tudo o que eu queria e mais um pouco (como sempre)... rsrsrs

Um beijo a todos, um abraço apertado... E até o próximo post!

sábado, 20 de novembro de 2010

O princípio do fim de uma Era...

Oi pessoal, antes de tudo, eu queria agradecer, de coração, todas as palavras de carinho e toda atenção que vocês tiveram comigo no meu ultimo post... Achei lindo!!!
Agora, vamos ao post de hoje... Bem, um dos maiores defeitos que eu tenho é a preguiça, eita coisinha danada para atrapalhar nossa vida. Desde pequeno eu sou meio preguiçoso, não para tudo, mas para coisas que, sem motivo, eu acho que não vão dar em nada. Associado a isso, eu ainda faço parte de uma geração que resolveu brigar com a leitura. Ler livros não era um hábito na minha infância, e ninguém nunca fez questão de me influenciar a te-lo(essa é a educação que recebemos no Rio de Janeiro, e olha que eu estudava em escola particular, que todo mundo diz que é melhor que escola pública). Apesar disso, eu sempre gostei de filme, televisão... Adorava uma história bem contada pela(s) vovó(s), um filme de aventura, conto de fadas, e todo tipo... Nunca tive preconceito com isso.
Esse meu interesse por filmes, aliás, não só por filmes, mas por coisas novas também, me fez aos 11 anos me interessar em assistir o filme que era a ultima moda da época: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Não precisa nem dizer que eu me apaixonei pela história de cara, afinal, ela tinha todos os elementos que atraem uma criança de 11 anos: aventura, magia, coisas inesperadas e até um pouquinho de ação!




Nesse momento eu decidi tentar ler os livros... Pedi pra mamãe e papai de presente de dia das crianças xD... E eles me deram. A minha primeira reação quando vi os livros na minha frete foi de desafio: aos 11 anos eu nunca tinha lido um livro com mais de 50 páginas (e mesmo assim por obrigação)... Será que eu vou conseguir? Pensava eu... Minha mãe dizia: Tente pelo menos começar, se você gostou mesmo da história, você vai até o fim... Não só cheguei ao fim como virou um vício, mas um vício benéfico. Cada página era um mergulho num universo lindo e cheio de aventura, me fazia refletir sobre tudo. Acabei descobrindo com "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" (esse foi o primeiro que li, eu acabei invertendo a ordem, rsrs) que ler era uma experiencia magnífica.



Quando eu finalmente resolvi seguir a ordem certa dos livros, eu pude perceber uma coisa muito interessante: cada livro era muito diferente do outro. Não sei se foi por que li os livros em épocas diferentes, entrando na minha adolescencia, e essa é uma fase em que as ideias e percepções mudam do dia pra noite, mas a cada livro que lia, eu sentia que os assuntos, as situações, as reflexões provocadas eram mais complexas: era como se a história estivesse crescendo junto comigo. Aprendi muita coisa lendo Harry Potter, não só a apreciar um bom livro, mas valores muito interessantes também, como saber a valorizar as amizades, ver todos os lados de uma mesma situação, respeitar as diferenças. Era como se eu errasse e aprendesse junto com eles, a cada trapalhada que eles cometiam nas histórias... Foi um dos elementos que mais influenciou na formação da minha personalidade. Além disso, os livros me proporcionaram uma outra coisa muito importante: a fuga da realidade. Cada vez que eu lia, eu me esquecia dos problemas que eu já tinha, esquecia das pressões que eu sofria nessa fase tão difíciu, esquecia que era gordinho e que as pessoas não gostavam de mim desse jeito, esquecia até que tinha que arrumar uma namorada para agradar todo mundo. Não foi só uma grande experiêcia, foi parte da minha vida.
Lembro até hoje como foi dificiu ler o ultimo capítulo de "Harry Potter e as Relíquias da Morte". Eu tinha já tinha 17 anos (coincidencia, tá? rsrs). Foi outra época complicada na minha vida (ja comentei isso aqui). Senti algo muito estranho, foi como se naquele momento eu levasse um tapa na cara e minha consciencia gritasse "Acorda rapá, vc cresceu. Já é um homem feito"... Era o fim de uma Era na minha vida: A adolescencia. Não pude deixar de ficar triste, perdi a coisa que por muito tempo me deu forças para continuar. A partir daquele momento eu tive que seguir a vida sem a companhia dos meus fiéis amigos: Harry Rony e Hermione. Mas foi bom enquanto durou, e vou lembrar disso pra sempre!!!
Ontem foi a estreia da parte I de "Harry Potter e as Relíquias da Morte" no cinema. Minha vontade era ter ido na estreia, só para começar a despedida definitiva em grande estilo, mas os ingressos esgotaram antes mesmo de eu ficar a sabendo a data certa da estréia. Essa semana pretendo estar lá... Não perco isso por nada desse mundo!!! rsrsrs

Malfeito Feito! rsrsrsrsr
Um abraço e um beijo em todos vocês... Até o próximo post!