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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Ressaca dos 20 anos





"Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco
.
"

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)






Fatídico Sábado, 21 de maio de 2011. Um dia para se lembrar e para se esquecer. Se lembrar pelas coisas boas, ótimas, que aconteceram: reencontros, bons papos, novas amizades. Se lembrar pelas coisas terríveis, para que não se repitam novamente. Se esquecer pela vergonha, pelas horas de angústia, pela quase... Esse quase é um limiar tão perigoso. Não se brinca com um quase assim, sem motivos... A menos que você tenha 20 anos...

Fato, quando a gente bebe, achando que sabe beber, sempre existe o risco de passar da conta. E quando ficar bêbado tem objetivos além de desinibir, "animar", o risco aumenta, e muito. Eis que me surge uma garrafa de vodka, outra de coca-cola, um copo. Que bom que tinha vodka... A mistura descia pela minha garganta com mais facilidade a cada gole: quente, amarga, tóxica... O papo ajudava, as pessoas me distraíam.

1 copo, 2 copos... Daí eu já estava tão despreocupado que até reparava na arquiteura maravilhosa do Vivo Rio. Queria estar sóbrio. Agora já é tarde, né? Mais um gole e começamos a pensar naquilo que não devemos. Evito uma lágrima com mais um gole, e depois mais um copo... E por aí foi... Quando dei por mim já tinha errado a letra de uma música do Djavan que eu sabia de cor desde de criança. Até aí tudo bem, até eu perceber que não me dava conta de mais nada...



Eu não sei como, mas as coisas sumiram da minha memória de uma maneira tão estranha pra mim... Naquele momento eu era só mais um bêbado desnorteado, longe de casa, sem noção de tempo e espaço, sem noção... Minha sorte é que eu tinha um anjo do meu lado, um amigo, que já tá sendo promovido a irmão a essa altura, que me tirou daquela esrascada sem tamanho em que eu tinha me metido.

"Depois de beber mais de meia garrafa de vodka com refrigerante na entrada do Vivo Rio, eu caí no chão, e não lembro mais de nada daí pra frente. O Gui me disse que eu consegui me levantar, tratei ele com uma agressividade desmerecida até perder a consciencia de vez. Com a ajuda de um brigadista ele me levou até a enfermaria do local, onde, após tomar 3 bolsas de soro glicosado, eu permaneci desacordado, sem condições sequer de permanecer sentado.

Até o final da noite eu recobrei parte da consciência, o que me permitiu levantar e ir embora, com a ajuda do Gui. As únicas coisas que eu me lembro após cair na entrada do Vivo Rio são alguns flashs: um homem de jaleco branco na minha frente, eu descendo rápido uma passarela no centro do Rio, saída das barcas de Niteroi, ponto final do ônibus perto de casa. Nunca tinha passado por isso antes, já passei mal antes sim, mas nunca a ponto de quase ter um coma alcoólico. Se não fosse o Gui, eu não sei o que poderia ter acontecido."

Tenho tanta vergonha disso tudo. Não costumo agir de maneira tão irresponsável. Fui inconsequente, não pensei nos outros, muito menos em mim mesmo. Dizem que isso pode acontecer com qualquer um, mas eu sinto que poderia ter evitado. Enfim, agora que já passou, não adianta mais se lamentar. O que adianta é não repetir o erro, pois eu posso não ter a mesma sorte da segunda vez.


"Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos
."

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)






Bem, Galera... Só queria dizer que a parte boa da noite foi o MEDDIETOPEBCS. Adorei conhecer todos os que estiveram lá! Temos que fazer isso mais vezes! xD.

Vou tentar tomar mais cuidado da próxima vez!


Um beijo a todos... Até o próximo!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

(des)Ilusão do Amor - Le Blanc de Neige

"Nada além
Nada além de uma ilusão
Veja bem
É demais para o meu coração
Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz
"
(Nada Além -  Orlando Silva)

De vez em quando, eu ouso tocar em palavras que eu nem conheço a origem. Ideias, que muitas vezes eu nem sequer experimentei por completo. Conclusões precipitadas, calorosas, intensas, exageradas. A ideia é essa, ousar desafiar o desconhecido, para que assim seja possivel refletir o conhecer melhor. Há quem diga que isso é realmente perigoso, mas eu não estou em condições de avaliar o risco agora...

O amor é uma coisa realmente difíciu de definir, dificiu de identificar, em nós mesmos e nos outros. Muitos se questionam se realmente existe. Disso eu não tenho dúvida, o amor existe. Eu amo minha mãe, meu pai, minha irmã e sobrinha, os amigos... Mas e aquele amor, aquele sem comrpomisso, aquela magia, os sininhos, o tesão, as histórias de novelas e comédias românticas, dos contos de fadas... Aquilo existe? Mesmo aquele amor ultraromântico, o "mau do século", aquela coisa sublime e inalcansável, aquilo que nos faz sofrer e ainda assim nos vicia. Aquilo realmente existe?  Não, essas ideias são muito certas para serem reais. Por mais ingênua que a pessoa seja, ela sabe que esse é o tipo de sentimento que só existe na nossa cabeça.

Na verdade, esse é o ponto: a nossa cabeça. Nela é tudo perfeito, é tudo possível. Ela torna nossa vida mais doce, molda os fatos a seu jeito, nos ilude. E é tão bom se levar pela ilusão de que tudo pode ser perfeito, por mais que tenhamos certeza de que não pode. Nunca quis nada além disso, algo que suprisse minha imaginação, minhas ilusões, pelo menos a partir de certo ponto em que isso se tornasse possível. Esse é o meu ideal de amor, uma grande ilusão. A morfina que nos cura do tédio, da rotina massacrante. O tal veneno antimonotonia, "a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida".


Blanc de Neige


Como eu disse, esse é o meu ideal de amor. Ideal, meu. Não posso exigir que os outros pensem como eu, não posso esperar atitudes para comigo visando esse ideal de amor. Não posso nem esperar que todos acreditem no amor, de qualquer forma que ele possa se apresentar. Minha cabeça pode até projetar isso, mas na prática (fudeu), as coisas são bem diferentes. As pessoas complicam, descomplicam. Cada um tem a sua cabeça, e isso é tão maravilhoso que chega até a nos complicar a vida. 

Como fazer duas cabeças terem a mesma ilusão do amor? Como entrar em sintonia? Eu, sinceramente, não sei. Não ouso dizer que seja impossível, mas acredito que leva uma vida inteira, ás vezes nem isso. E o que são meus 5 anos 20 anos diante de uma vida inteira? É, hoje eu me senti tão ingênuo quanto uma criança de 5 anos... Enquanto isso, só me resta provar do meu próprio ópio: cru, impuro, cheio de efeitos adversos. Como a branca de neve que morde uma maça invenenada na ânsia de do sabor de fruta mordida. Le Blanc de Neige...

"Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor, bem melhor
A ilusão do amor
Eu não quero e nem peço
Para o meu coração
Nada além
De uma linda ilusão..."
(Nada Além -  Orlando Silva)



Bom gente, por hoje é só! :D
Já fez um bem danado escrever isso aqui, já posso até dormir agora... :)
Agora é com vocês! rs
Um beijo e um abraço em cada um de vocês! Até o próximo

terça-feira, 17 de maio de 2011

Desses 20 anos...

"Eu tenho um coração
Eu tenho ideais
Eu gosto de cinema
E de coisas naturais
E penso sempre em sexo, oh yeah!"
(Aloha - Legião Urbana)



20 anos... Eles chegaram com tudo, e eu nem senti. Mesmo que muitos digam que eu aparento 18, ou que eu sou tão ingênuo, inseguro bobo que pareço ter 18, o que vale é o que está ali, na identidade (será?). Todos aqueles números, parecem ter tanto significado para algumas pessoas. Pra mim são apenas números impressos em papel moeda. É o que eu sempre digo aos que se impressionam com a minha pouca(?) idade: A idade é apenas um número. 

Sendo assim, qual é a graça de se fazer 20 anos? Ganhar respeito, ou algo que me lembre respeito? Pra mim isso não faz diferença. Eu não mudei da água provinho nessas útlimas 24 horas só porque iria fazer 20 anos. Qual o significado disso? Porque todos fazem tanta questão de lembrar dos seus 20 anos? É, não tem como negar... 20 é um número cheio de significado. E o significado mais expressivo que esse número tem pra mim agora é Juventude. 

Eu me sinto Jovem... Com uma vida inteira pela frente, cheio de planos, de desafios. Com muitas reponsabilidades, mas também sem medo de errar e fazer de novo (tem tempo, né verdade?). E esse gosto, gente, gosto de liberdade sem medo, é um gosto muito bom, melhor do que chocolate com cereja. Esse dia de hoje, pra mim, por mais que na prática não tenha muita relevância, é de um significado simbólico muito grande. Marca a primeira mordida no meu bombom de cereja, da minha liberdade doce e amarga, da melhor fase da minha vida.

É interessante como tudo na vida tem um momento certo pra acontecer. Há poucos posts atrás eu comentei como minha vida tem se modificado de uns 4 ou 5 meses até agora. Tudo isso me assustou de início, mas tudo que é novo causa um certo temor. Agora acho que tenho mais condições de interpretar todas essas mudanças acontecendo ao mesmo tempo: é o sabor  do bombom de licor de cereja, e eu estou pronto para me deliciar sem culpa. Sem medo do sabor amargo, afinal de contas o amargo do chocolate está alí para nos lembrar o quanto o chocolate pode ser doce. Sem freios para sentir o doce constante e suave da cereja, aquele doce que fica no hálito, depois na mamória, nostalgia... É assim que eu quero meus 20 anos, de um sabor tão doce que possa ser lembrado, misturado a um sabor tão amargo que não me faça esquecer que, mesmo nos momentos mais amargos, a vida nunca deixa de ser doce.

E as pressões, as cobranças, as dúvidas, as inseguranças... Elas persistem, e se intensificam, e se renovam. É a força motriz que nos faz seguir, que nos motiva. Nada se move sozinho, essa á a parte amarga do chocolate. Mas quem disse que tem que ser ruim? Eu não tenho tempo a perder, mas tenho todo tempo do mundo. Não existe tempo perdido nessa vida, só existe o tempo. Esse sim tem que ser usado enquanto ele parece não ter mais fim. Que venham, se renovem e persistam as pressões, cobranças, dúvidas e inseguranças, elas tornam o caminho mais interessante, mais rico...

É isso aí gente... A vida é agora, e eu estou doido para viver mais, cada vez mais, mais intensamente... Uma caixa inteira de bombons de chocolate amargo com licor de cereja. Fazer jus a meu nome, Júlio. Não sei se vocês sabem, mas Júlio significa "cheio de juventude". Bem oportuno, não acham? hahah. Pois então, hoje é meu dia de Júlio, meus 20 anos... E estou feliz de poder partilhar isso com vocês! :D

"E meus amigos parecem ter medo
De quem fala o que sentiu
De quem pensa diferente
Nos querem todos iguais
Assim é bem mais fácil nos controlar
E mentir, mentir, mentir
E matar, matar, matar
O que eu tenho de melhor: minha esperança
Que se faça o sacrifício
Que cresçam logo as crianças."
(Aloha - Legião Urbana)



Saudades de todos! Prometo que quando tiver uma trégua da faculdade eu volto a ler todos vocês. Prometo isso mais por mim do que por vocês mesmo... rs

Um grande abraço vigoroso, doce e amargo! Até o próximo post

PS1: Eu não desisti do blog, jamais! Aliás, esse tempo distante de tudo, principalmente de ler vocês, amigos, têm me deixado até estressado. Ontem eu tive uma crise de stress voltando pra casa, desde que comecei a ler blogs e a escrever aqui isso não acontecia comigo. Mas tudo isso tem um objetivo claro e bem definido: eu quero me formar, um dia... E quando eu me formar, eu não quero ser um farmacêutico tosco que não sabe nem diferenciar vírus de virion (oops, acho que muitos não vão entender essa, só o Gui talvez, e o Lobo, eu imagino... hahah). Pra isso eu tive que abdicar desses momentos de lazer que tenho no blogger e meter a cara nos estudos. De qualquer jeito, a saudadede vocês é grande, de verdade!

PS2: Ah, antes que eu me esqueça. Como foi muito bem lembrado pelo Lobo, e agora eu reforço, dia 21 vai ter MEDDIETOPEBCS (essa sigla é tudo, haha)... Informações, vide Uivos do Além (hahaha). Vai ser Supimpa... ;)

sábado, 23 de abril de 2011

Especial

"Sempre precisei
De um pouco de atenção

Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos
"


(Teatro dos Vampiros - Legião Urbana)




Eu sempre fui assim, meio carente. E não digo isso do ponto de vista sexual, sabe? Eu sou carente de atenção. E, curiosamente, eu sempre fui muito fechado. Talvez pelo fato de as pessoas se interessarem tão pouco pelos meus problemas, eu criei um espécie de trava para compartilha-los. E olha, de fato, essa minha caracteristica sempre passou despercebida pelas pessoas que me cercam.

O Fato é que eu sempre quis ser especial, sabe? Não digo especial do tipo uma celebridade, que todos amam, tem a atenção de todos. Eu queria a atenção de uma pessoa, só uma. Sabe aquela sensação de que você é sempre o coadjuvante na vida das pessoas? De que você passaria despercebido? De que você não faria nenhuma falta, pois é apenas um acessório? E um acessório bem apagadinho, diga-se de passagem. 

As pessoas nunca me notaram muito, a minhavida toda. Não, eu nunca me importei com isso. Convivo com isso há tanto tempo que aprendi a lidar. Mesmo assim, de alguma forma, eu sempre me vejo procurando uma maneira quase que inconscientemente de chamar a atenção dos outros, seja deixando os cabelos compridos, seja me sobressaindo em provas de vestibular. Mas essas coisas não adiantam muito, sabe? Vc chama atenção por um tempo, mas é tudo tão surperficial. As superfícies são tão frágeis, se degradam e são substituidas por outras novas. Mas nada efetivo. De modo que eu nunca me senti plenamente especial na vida de ninguém.

É claro, todo esse blablabla até aqui não importa de nada... Vocês sabem muito bem que eu não me importo com a sociedade, aliás eu acabei de falar que aprendi a lidar com isso ao longo do tempo. Não me importo mesmo se a sociedade está me notando ou não. Vocês sabem onde eu quero chegar com essa história toda: ser especial para alguém. Eu sempre fui um romântico, daqueles mais bregas, de escutar canções de amor, de ler histórias de amor, de gostar da novela das 21h. E, mesmo percebendo o quanto aquele amor foge a realidade, eu sempre quis ter algo parecido com aquilo: algo recíproco, intenso... Aquilo de ficar pensando na pessoa amada, e de a pessoa amada também ficar pensando em você... Eu sempre sonhei com isso, não só com o conteúdo, mas principalmente com a reciprocidade.

Sempre fiz questão de demonstrar quando gosto de alguém, ou o quanto a companhia da pessoa me faz bem, o quanto eu valorizo a amizade de alguém. Não me lembro de ter recebido muita coisa em troca... Teoricamente eu nem deveria esperar nada em troca, e realmente, do ponto de vista da amizade, eu nunca esperei mesmo, sempre fui feliz em ser bom com meus amigos, isso sempre me fez bem, independentemente de eu receber algum tipo de ação recpiroca ou não. Mas acho que quando se trata de amor, essa coisa de esperar é meio que involuntária... E a reciprocidade? Eu sei, sou egoista, egocentrico... Penso em mim, só em mim, e tudo que eu faço para os outros é esperando um retorno para mim. Pode me chamar de Mr. Ego agora. Como é que pode o fato de eu querer reciprocidade ter se tornado em um pecado tão grande?

Eis uma coisa que eu sei que não posso exigir... Reciprocidade. Não devo exigir? Por que, é pedir demais? Não seria o mínimo? Essas coisas me deixam confuso, me desnorteiam... Como agir sem ter certeza? Por que o ser humano gosta tanto das entrelinhas? Tem cursinho de entrelinhas? Poderia fazer depois que eu terminar o inglês.... Por que as coisas não podem ser mais diretas? Teria a mesma graça se não fosse? E essa porra de amor, pra que que serve? Só para torrar nossa paciencia, e nosso cérebro tentando ler as tais entrelinhas... Eu só queria um pouco de atenção, atenção espontânia... Ser lembrado por alguém, fazer a diferença para alguém, dar tesão em alguém, não sair da cabeça de alguém... Nossa, que mistura, quantas exigencias... Essa pessoa existe? Será que existe? Eu quero, mas nunca vou ter certeza... Nunca, a palavra proibida!

Talvez eu tenha certeza de sua existência sim, assim que encontrá-lo e olha-lo nos olhos e dizer-lhe a verdade... nas entrelinhas, é claro. Sem elas não é a mesma coisa, não tem graça, né? Ah, a esperança da certeza nos olhos dele... E se não tiver certeza já não mais importa, porque eu estarei em seus olhos. O problema reside no seguinte: Será que vou encontrá-lo (de novo) (logo)? Essa é a pior das icertezas...


"Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar



Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir"

(Teatro dos Vampiros - Legião Urbana)

Perguntas, respostas, mais perguntas... Vocês já devem estar cansados desse texo nem um pouco fluido e demasiado confuso. Eis-me aqui, não é verdade? Um cara confuso, acima de tudo... Pelo menos deu para espantar uns fantasmas e demônios que estavam presos aqui dentro... rs
Um beijo a todos... Até o próximo



domingo, 17 de abril de 2011

Os Arcos

"E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem.
Só aparaceço, por assim dizer, 
Quando convém aparecer 
Ou quando quero"

(Giz - Legião Urbana)

Um dos melhores efeitos de escrever aqui é esvaziar a cabeça. Não porque eu não goste dos pensamentos, pelo contrário. Mas é que eles me deixam ansioso, tiram minha concentração. Eu poderia viver assim, feito um bobo (bobão rs), pelo resto da minha vida, sem ter outra coisa na minha mente a não ser esses pensamentos. Mas eu não posso me dar ao luxo, pelo menos até o final do período... rsrs

E minha cabeça está cheia hoje: música, perfume, beijo(s), flashs... ele. Eu posso até escrever aqui, mas ele não vai sair da minha cabeça tão cedo. Tem um lugar aqui guardado só pra ele.

E então, eis que, depois de muito tempo, eu o vejo de novo. Eu sabia que nos encontrariamos, mas a ansiedade sempre nos deixa desconfiado. E não, eu não consegui esconder a ansiedade. Mas ele veio, ao pé dos arcos eu pude vê-lo chegando. E agora era a vez de não esconder o sorriso. É incrível como só a presença dele me faz tão bem. Mas também é incrível o esforço que eu tenho que fazer para não ficar o tempo todo grudado nele. 



E o beijo, o tão esperado beijo... Saudoso beijo. Alí, ao pé dos arcos, naquele lugar tão cheio, ele conseguiu fazer todas as pessoas sumirem juntas, por um instante... o instante de um beijo. Vários instantes... Que para mim ainda foram poucos...

Depois do beijo, a vontade. A vontade calada, hesitante. Não sei se por medo, receio, ou mesmo cautela, só ficou a vontade. A vida continua, e teremos outras chances, muitas outras, ou pelo menos eu espero que tenhamos. E depois, só de estar ao lado dele alí, ao pé dos arcos, já valeu minha noite, minha semana, meu mês inteiro.
Me diz, por que eu sou tão bobo? Essa história já estaria resolvida há muito tempo. Mas eu não queria arriscar naquela hora, talvez na próxima. Eu só queria estar ao lado dele, e ainda quero estar... Na verdade, eu quero ele só pra mim. É pedir muito? Talvez seja, mas eu quero! Fazer o que? 

Eu estou disposto a tudo, a ser um bobo, a ser um chato, a parar de roer as unhas (até a parar de roer as unhas)... só para tê-lo ao meu lado por mais uma noite ao pé dos arcos, ou uma sessão de cinema (teatro?), duas ou três horas em um local mais reservado (eu nunca disse que era um santo), o resto da vida, se for possível. Não me chamem de exagerado, porque é o que eu sou mesmo, fazer o que?

Certeza, nós nunca temos. Se tivéssemos seria fácil. O jeito é deixar o tempo fazer o seu trabalho, mas quem disse que a ansiedade deixa? Mas eu vou me esforçar... Enquanto isso eu escrevo, porque a vida tem que continuar, e eu não quero atrapalhar o tempo...

"Lá vem, lá vem, lá vem  de novo...
Acho que estou gostando de alguém...
E é de ti, que não me esquecerei.
Mas tudo bem."

(Giz - Legião Urbana)




Um abraço a todos! Até o próximo...