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sábado, 31 de dezembro de 2011

Sejamos Felizes!

Como sempre sumido, mas sempre por perto...

2012: O Ano do Retorno... Prometo a mim mesmo, não só a vocês!




Até la, querid@s... Ou melhor, até o próximo post! ;)

domingo, 25 de setembro de 2011

O fim da Ressaca

"Gostaria de não saber destes crimes atrozes
É todo dia agora e o que vamos fazer?
Quero voar pra bem longe mas hoje não dá
Não sei o que pensar e nem o que dizer
Só nos sobrou do amorA falta que ficou"
(Os Anjos - Legião Urbana)



É... Há quanto tempo... 
Acho que até já tinha esquecido de como é legal isso daqui. Também acho que já estou meio destreinado. Foram mais de 3 meses de ausência. E é incrível, como uma pessoa pode mudar tanto em 3 meses...

O fato é que muita coisa mudou de lá pra cá. Esses dias eu estava pensando nisso. O blog chegou no momento certo pra mim. Eu precisava de um meio para me expressar, para desafogar. Curiosamente, os meses que seguiram à  criação do blog foram ainda mais tortuosos, e cada vez mais eu me via ligado a essas letras. 

Durante cerca de 8 meses eu vomitei esse blog, como se estivesse tento uma baita ressaca, daquelas que deixam até com dor de cabeça. Era tudo tão fácil, era como conversar comigo mesmo. Escrevia esporadicamente sem pensar se fazia sentido, se alguém ia ler. Só vomitava ideias, medos, angústias... Até que eu vi que não era bem assim que as coisas funcionavam por aqui...




Apareceram vocês... Sem eu chamar, alguns foram chegando, dando palpites, conselhos... Como aqueles camaradas que sempre estão ali do seu lado na hora da ressaca para te dar um banho de água fria e fazer um café forte. Um retorno inesperado e fundamental. Tá, não é que eu não esperava que outras pessoas fossem ler meu blog. Pessoas fazem blogs para serem lidos. Mas eu não imaginava que eu pudesse criar vínculos com as pessoas que passavam para dar uma espiadinha nas minhas ideias. Sim, vocês são reais... e quando eu me dei conta disso, vocês já faziam parte da minha vida...

Só que a ressaca não dura pra sempre... Uma hora a dor de cabeça passa e você não tem mais vontade de vomitar. Sente aquele alívio, arruma o cabelo, calça o All Star, e vai embora pra casa... Eu fui, pra minha nova casa, pra minha nova realidade. Não, eu não preciso mais disso aqui... Eu não preciso mais disso aqui? Não é mais tão simples como era no início... A Ressaca passou, mas e o camarada que me deu aquela força? Beijinho, beijinho... Tchau, tchau? Não quero que seja assim, apesar de minha ausencia de mais de três meses gritar isso para vocês...

Eu tive bons motivos para estar este tempo fora... Pensei um bilhões de coisas para dividir com vocês. Agora é tudo diferente, passada a ressaca. Eu não preciso mais da sua ajuda, mas gosto da sua companhia. Somos amigos, não somos? Eu também gosto de dividir os momentos legais, de falar as novidades. A vida tá tranquila agora, estou feliz, experimentando coisas novas, vivendo experiências novas. Agora eu posso dizer que nem o Melo sempre diz: isso não é obrigação, é puramente prazer.

Bem, como eu disse... tive bons motivos para não estar aqui. Tem assunto para mais de um mês de post... rs. Acho que estou voltando... Aos poucos, mas estou voltando. Espero que vocês ainda queiram me aturar... hehe. Ah, só pra saber, o que vocês acharam do novo visual do blog? Gostaram? Agora o Foxx não pode reclamar que as imagens entram em contradição com a proposta do blog... rs

"Hoje não dá
Hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar

Mas hoje não dá
Hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar"
(Os Anjos - Legião Urbana)



Grande Abraço a todos, amigos...
Até o próximo post


domingo, 5 de junho de 2011

O Mundo anda tão complicado...

"A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também
"
(Baader-meinhof Blues - Lergião Urbana)

E eu que achava que as coisas tendiam a melhorar. Eu que achava que as coisas tendiam a caminhar para frente. Que a era das práticas tradicionalistas, preconceituosas, atrazadas, retrógadas e, ouso dizer, desumanas estavam com os dias contados. Que os tempos estavam mudando, que o ódio residia no coração de poucos, que determinadas instituições (nem preciso citar que isntituições) finalmente estavam vendo quanta contradição existe entre aquilo que elas pregam e aquilo que elas praticam. Que fanatismo era apenas a insensatez de alguns loucos. Que as pessoas paravam para pensar e refletir sobre aquilo que elas ouviam dos outros e não engoliam verdades prontas assim do nada... Pelo que tenho visto nos ultimos dias, tudo isso que eu pensava era apenas uma grande ilusão.

Eu não sei se eu sou o único, mas eu vejo uma contradição extrema em os cristãos serem contra o PL122. Por um lado, eles forçam uma barra vivem tentando arrumar "argumentos" baseados na Bíblia para legitimar a homossexualidade como algo tão criminoso quanto tirar a vida de um ser humano. Por outro lado, pensem comigo, não seria contradição uma "ideologia" cujo principal sustentáculo deveria ser é o "amor ao próximo" incentivar a prática do ódio em todos as suas facetas (desde a humilhação e constrangimento até a violencia física e assassinato)? Como que podemos explicar isso, ir de encontro à própria base, para preservar as frágeis periferias (que, diga-se de passagem, são totalmente passíveis de reinterpretação)? Só existe uma explicação para isso: os atuais cristãos não estão preocupados em "ir para o céu" ou "fazer a vontade do Nossso Senhor Jesus Cristo". A questão central de todo esse caos que tem se instaurado nesse País só possui uma finalidase, clara e precisa: sustentar os  velhos preconceitos que nos assombram desde sempre.


Marcha em Brasília reune cerca de 80 mil soldados do exército de Deus para salvar a alma de pecadores profanos, evitando a criminalização da homobia: “Em Favor da Paz, Contra a PLC 122, Em favor da destruição da Família e Liberdade  de violentar, assassinar e humilher homossexuais Expressão.”

Há quem diga que houve melhoras. Eu sou muito jovem, não tenho como ter a noção do quanto a situação mudou de lá pra cá. De fato, deve ter mudado bastante. Mas, como que em resposta à todo o progresso que obtivemos até hoje (o turismo é um ótimo negócio, não acham?), parece que uma onda de resistência dos "cavaleiros do Senhor" ou "exército de Deus" tem tomado uma forma tão aterrorizante quanto a do tsunami que devastou o japão no inicio do ano, e me parece que esse tsunami já chegou à Brasília. Não vou discutir nada a respeito da reitrada dos kits antihomofobia aprovados pelo MEC, essa é uma questão meio complicada pra mim. Mas o medo é que essa onda destrua definitivamente as nossas ultimas esperanças de ter acesso ao direito universal de ir e vir, que destrua nossas possibilidades de poder, no futuro, sair na rua e pegar um taxi sem medo de ser agredido pelo taxista por estar aompanhado de um companheiro do mesmo sexo. Seria pedir muito? Poder sair na rua sem medo de represálias gratuitas? 


Eliza Schinner, musicista e publicitária. Foi a agredida na madrugada do dia 8 de maio por um taxista pelo simples fato de ter beijado sua namorada no banco de trás do táxi. Ela perdeu cerca de 70% da audição devido a agreção. Imagem deste site: http://oblogentrenos.blogspot.com

 


"Essa justiça desafinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença?
"
(Baader-meinhof Blues - Lergião Urbana)


Obrigado, Governador Sérgio Cabral, por pensar no dinheiro que os turistas vão trazer ao Rio na gente



















E como pode, além de tudo, isso tudo ainda ter o apoio do governo federal. Que eu saiba, por mais que uma decisão não seja vontade da maioria, basta que ela defenda os direitos de uma "minoria" para ser legítima em uma democracia. Mas então, a gente vive numa democracia, né? Eu fui obrigado a votar votei no ano passado, eleição assim só tem em democracia, né? A pessoa vota, ou serve ao exército, por livre e espontânea pressão vontade, né? E onde estão os nosso direitos mínimos? Cadê a NOSSA liberdade de espressão e afeto, cadê a NOSSA liberdade de ir e vir? É... Pelo visto a democracia brasileira, é um pouquinho diferente daquilo que aprendemos nas aulas de Sociologia, Geografia, História e Filosofia que tivemos na escola. Pois então, viva a teocracia democracia Brasileira, um exemplo de democracia, segundo o ilustrissimo presidente do mundo dos EUA, Barack Obama... Pelo menos estamos subvivos até hoje, não é verdade?

É isso aí, amigos. Desculpem o meu desabafo. Mas é que a cada dia que passa, eu fico mais decepcionado com a incapacidade que certos seres humanos tem de lidar com a mudança, e com o talento que os mesmos tem para se meter no problema (ou na "solução") dos outros. O PL122 não tem nada a ver com os ditos "cristãos", não interfere em nada na vida deles. Eles vão poder continuar falando mal da gente nas igrejas, não limita a liberdade de expressão de ninguém. A única coisa que o PL122 vai fazer é evitar certos abusos que ainda existem. Não acredito que seja a solução para a homofobia. Gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transsexuais vão contunar morrendo independente da aprovação da lei, isso não tem como evitar. Mas e daqui pra frente? E os gays que acabaram de nascer, ou que estão por vir? Podemos (devemos) pensar em construir uma cultura menos opressora para eles, não é? Podemos garantir que eles não sejam convidados a se retirarem de um Café pelo simples fato de terem se beijado lá dentro, não é?


"Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o próximo é tão demodé.
"
(Baader-meinhof Blues - Lergião Urbana)

Bem, gente... Acho que isso é tudo!
Que Deus os abençoe (e não o padre, ou o pastor)!

Até o próximo!

PS: Eu continuo sendo ateu, essa bênção era pra ser uma ironia... Acho que não ficou muito claro, sou péssimo com ironias... hahah

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Ressaca dos 20 anos





"Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco
.
"

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)






Fatídico Sábado, 21 de maio de 2011. Um dia para se lembrar e para se esquecer. Se lembrar pelas coisas boas, ótimas, que aconteceram: reencontros, bons papos, novas amizades. Se lembrar pelas coisas terríveis, para que não se repitam novamente. Se esquecer pela vergonha, pelas horas de angústia, pela quase... Esse quase é um limiar tão perigoso. Não se brinca com um quase assim, sem motivos... A menos que você tenha 20 anos...

Fato, quando a gente bebe, achando que sabe beber, sempre existe o risco de passar da conta. E quando ficar bêbado tem objetivos além de desinibir, "animar", o risco aumenta, e muito. Eis que me surge uma garrafa de vodka, outra de coca-cola, um copo. Que bom que tinha vodka... A mistura descia pela minha garganta com mais facilidade a cada gole: quente, amarga, tóxica... O papo ajudava, as pessoas me distraíam.

1 copo, 2 copos... Daí eu já estava tão despreocupado que até reparava na arquiteura maravilhosa do Vivo Rio. Queria estar sóbrio. Agora já é tarde, né? Mais um gole e começamos a pensar naquilo que não devemos. Evito uma lágrima com mais um gole, e depois mais um copo... E por aí foi... Quando dei por mim já tinha errado a letra de uma música do Djavan que eu sabia de cor desde de criança. Até aí tudo bem, até eu perceber que não me dava conta de mais nada...



Eu não sei como, mas as coisas sumiram da minha memória de uma maneira tão estranha pra mim... Naquele momento eu era só mais um bêbado desnorteado, longe de casa, sem noção de tempo e espaço, sem noção... Minha sorte é que eu tinha um anjo do meu lado, um amigo, que já tá sendo promovido a irmão a essa altura, que me tirou daquela esrascada sem tamanho em que eu tinha me metido.

"Depois de beber mais de meia garrafa de vodka com refrigerante na entrada do Vivo Rio, eu caí no chão, e não lembro mais de nada daí pra frente. O Gui me disse que eu consegui me levantar, tratei ele com uma agressividade desmerecida até perder a consciencia de vez. Com a ajuda de um brigadista ele me levou até a enfermaria do local, onde, após tomar 3 bolsas de soro glicosado, eu permaneci desacordado, sem condições sequer de permanecer sentado.

Até o final da noite eu recobrei parte da consciência, o que me permitiu levantar e ir embora, com a ajuda do Gui. As únicas coisas que eu me lembro após cair na entrada do Vivo Rio são alguns flashs: um homem de jaleco branco na minha frente, eu descendo rápido uma passarela no centro do Rio, saída das barcas de Niteroi, ponto final do ônibus perto de casa. Nunca tinha passado por isso antes, já passei mal antes sim, mas nunca a ponto de quase ter um coma alcoólico. Se não fosse o Gui, eu não sei o que poderia ter acontecido."

Tenho tanta vergonha disso tudo. Não costumo agir de maneira tão irresponsável. Fui inconsequente, não pensei nos outros, muito menos em mim mesmo. Dizem que isso pode acontecer com qualquer um, mas eu sinto que poderia ter evitado. Enfim, agora que já passou, não adianta mais se lamentar. O que adianta é não repetir o erro, pois eu posso não ter a mesma sorte da segunda vez.


"Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos
."

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)






Bem, Galera... Só queria dizer que a parte boa da noite foi o MEDDIETOPEBCS. Adorei conhecer todos os que estiveram lá! Temos que fazer isso mais vezes! xD.

Vou tentar tomar mais cuidado da próxima vez!


Um beijo a todos... Até o próximo!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

(des)Ilusão do Amor - Le Blanc de Neige

"Nada além
Nada além de uma ilusão
Veja bem
É demais para o meu coração
Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz
"
(Nada Além Orlando Silva)

De vez em quando, eu ouso tocar em palavras que eu nem conheço a origem. Ideias, que muitas vezes eu nem sequer experimentei por completo. Conclusões precipitadas, calorosas, intensas, exageradas. A ideia é essa, ousar desafiar o desconhecido, para que assim seja possivel refletir o conhecer melhor. Há quem diga que isso é realmente perigoso, mas eu não estou em condições de avaliar o risco agora...

O amor é uma coisa realmente difíciu de definir, dificiu de identificar, em nós mesmos e nos outros. Muitos se questionam se realmente existe. Disso eu não tenho dúvida, o amor existe. Eu amo minha mãe, meu pai, minha irmã e sobrinha, os amigos... Mas e aquele amor, aquele sem comrpomisso, aquela magia, os sininhos, o tesão, as histórias de novelas e comédias românticas, dos contos de fadas... Aquilo existe? Mesmo aquele amor ultraromântico, o "mau do século", aquela coisa sublime e inalcansável, aquilo que nos faz sofrer e ainda assim nos vicia. Aquilo realmente existe?  Não, essas ideias são muito certas para serem reais. Por mais ingênua que a pessoa seja, ela sabe que esse é o tipo de sentimento que só existe na nossa cabeça.

Na verdade, esse é o ponto: a nossa cabeça. Nela é tudo perfeito, é tudo possível. Ela torna nossa vida mais doce, molda os fatos a seu jeito, nos ilude. E é tão bom se levar pela ilusão de que tudo pode ser perfeito, por mais que tenhamos certeza de que não pode. Nunca quis nada além disso, algo que suprisse minha imaginação, minhas ilusões, pelo menos a partir de certo ponto em que isso se tornasse possível. Esse é o meu ideal de amor, uma grande ilusão. A morfina que nos cura do tédio, da rotina massacrante. O tal veneno antimonotonia, "a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida".


Blanc de Neige


Como eu disse, esse é o meu ideal de amor. Ideal, meu. Não posso exigir que os outros pensem como eu, não posso esperar atitudes para comigo visando esse ideal de amor. Não posso nem esperar que todos acreditem no amor, de qualquer forma que ele possa se apresentar. Minha cabeça pode até projetar isso, mas na prática (fudeu), as coisas são bem diferentes. As pessoas complicam, descomplicam. Cada um tem a sua cabeça, e isso é tão maravilhoso que chega até a nos complicar a vida

Como fazer duas cabeças terem a mesma ilusão do amor? Como entrar em sintonia? Eu, sinceramente, não sei. Não ouso dizer que seja impossível, mas acredito que leva uma vida inteira, ás vezes nem isso. E o que são meus 5 anos 20 anos diante de uma vida inteira? É, hoje eu me senti tão ingênuo quanto uma criança de 5 anos... Enquanto isso, só me resta provar do meu próprio ópio: cru, impuro, cheio de efeitos adversos. Como a branca de neve que morde uma maça invenenada na ânsia de do sabor de fruta mordida. Le Blanc de Neige...

"Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor, bem melhor
A ilusão do amor
Eu não quero e nem peço
Para o meu coração
Nada além
De uma linda ilusão..."
(Nada Além Orlando Silva)



Bom gente, por hoje é só! :D
Já fez um bem danado escrever isso aqui, já posso até dormir agora... :)
Agora é com vocês! rs
Um beijo e um abraço em cada um de vocês! Até o próximo