Procure Edições Antigas

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Je t'aime, par contre...

 "Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado
"
(Longe do Meu Lado - Legião Urbana
 

 
Piscianos... Não entendo muito bem como, mas eles sempre acabam entrando na minha vida de alguma forma. Talvez existam explicações astrológicas para isso. Mas elas não importam muito. O que importa é que eles entram na minha cabeça e no meu coração como quem estivesse entrando em sua própria casa... bagunçam, tiram as coisas do lugar... E eu? Me sinto perdido, não sei como agir... De forma que tenho preferido não fazer nada!
 
Eis que há cerca que um ano eu conheci um Jeune Homme (JH)... Sim, trop jeune por sinal. E por mais insana que seja a situação, ele me encantou. Tal qual uma sereia encanta seus pescadores. Talvez fosse sua beleza única, perfeita... Talvez a sua ingenuidade tão pura. Mas de uma coisa eu tenho certeza, ele me colocou numa posição em que eu jamais estive antes: a de príncipe. Príncipe? Como assim? Pois é, o príncipe clássico dos contos de fada, montado num cavalo branco pronto para resolver todos os problemas e salvar seu jovem (seu jovem?) daquele mundo de aparências e de fracasso... E eu gostei de ser um príncipe, confesso que gostei...
 
O fato é que essa coisa meio platônica (sim, platônica) hora ou outra cai por terra. Não que JH tenha se tornado menos especial para mim, mas eu decidi voltar pro mundo em que os príncipes só existem na Europa, e nem são daquele jeito que a gente imagina. JH é jovem demais, mora longe demais, é sonhador demais, é fofo demais e lindo demais e gostoso demais e... Cruzes, como não ficar confuso diante de um pisciano tão envolvente? Mas não, é insano demais pensar em uma história real com alguém que eu encontrei no mundo das idéias...
 
E nesse meio tempo... Quado eu já estava conformado... Quando eu já tinha me programado para pensar "Não se apegue, Júlio... Você vai ficar um ano no Canadá"... Eis que eu conheço um Chasseur (C). Confesso que não levei C muito a sério no início, um amigo tinha me falado dele, íamos juntos para uma festa e eu disse "Legal...". Trocamos duas palavras, nos perdemos na pista e depois de 5 beijos eu encontrei os lábios dele. Me apaixonei? Não... Mas confesso que foi o melhor beijo da noite...
 
Até aí tudo bem, foi só mais um cara que eu beijei numa festa e que provavelmente será um bom amigo depois. Até que eu o beijei de novo... E de novo... E de novo... E... Pois é, C já não era mais um amigo apenas. E era o que? Sinceramente não sei... A esse ponto eu estava mais perdido ainda... Me sentia como se dois peixes estivessem na minha circulação sanguínea, um entrando pelo átrio esquerdo e outro saindo pelo ventículo direito. Parecia bom do jeito que tava, mas ainda assim era perturbador...
 
A questão central é que eu conheci o C na pior hora. Ele é tão real pra mim, ele tão... literalmente palpável. Mas escapou das minhas mãos, e por escolha minha. Eu estava prestes a realizar um sonho, e estou realizando. Não é sensato tirar um peixe do rio e esperar que um ano depois eu volte e ele continue lá, do jeito que eu deixei. O certo é devolvê-lo ao rio, mesmo que ele mesmo não queira voltar. E se o acaso, o destino, a sorte, ou qualquer outra força sobrenatural permitir, em um ano eu volto a pescá-lo.
 
Mas eis as questões... E se eu não quiser pescá-lo? E se ele não se permitir ser pescado? E quanto ao JH? E quanto a mim? Céus, como estou confuso... E estando confuso, prefiro não fazer nada, pelo menos não agora.
 
Ontem eu estava falando com o C, tentando explicar a situação pra ele... Je n'ai pas réussi. Como explicar o que não tem explicação? Ele me disse que me ama, e que isso não dependia de mim. Je ne lui ai pas répondu... O que dizer? "Je t'aime, par contre... Je ne peut pas t'aimer"? "Je t'aime, par contre... Je ne veux rien faire"? "Je t'aim... Non, moi non plus"? En fait... Je ne sais pas!
 
Au Révoir, mes chéri(es)... À Bientôt!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Promiscuidade Relativa e Diferenças Culturais!

 
"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
"
(1º de julho - Legião Urbana)

 
E mais uma vez venho aqui para falar desse assunto que dá pano pra manga: promiscuidade. Na verdade, estou usando essa palavra pois não consigo pensar em uma melhor, mas não sei se é exatamente disso que eu vou falar aqui...
 
Pois bem, há cerca de 2 anos eu fiz uma postagem sobre doação de sangue, e de como fui discriminado por ser homossexual. Naquele dia eu senti na pele como nós, gays, sofremos ao sermos constantemente associados a essa questão. Puro preconceito,  e pior, mente fechada dessas pessoas.
 
Claro, se uma pessoa tem um número relativamente grande de perceiros sexuais ao longo de um ano, o risco de ela adiquirir uma DST é também maior, isso é matemática. Mas essa é uma maneira rasa de tratar o problema. Por exemplo, como eu já argumentei anteriormente, uma pessoa pode sim ter quantos parceiros ela quiser com uma boa segurança de que não vai adquirir uma DST, é só ela tomar as devidas precauções, como por exemplo, além do óbvio (camisinha e cia), ter o mínimo de critério na hora se escolher a "presa"... rsrsrs
 
Mas enfim, o fato de eu ter tido 5 parceiros sexuais ao longo de um mês não me torna uma "puta", "vagabunda", ou mesmo me desvaloriza. O corpo é meu, eu uso da mneira que me convém... Século XXI, gente, acorda... Se pensarmos por esse lado, podemos até ver um lado positivo em sermos constantemente associados à promiscuidade em relação ao heterossexuais: temos a mente mais aberto (isso não é uma regra, nem nos isenta de nada...)
 
Pois bem, desde de que vim para o Canadá, percebo que essa questão da liberdade sexual varia muito de cultura para cultura. Antes de começar a falar do assunto, eu não estou querendo dizer que os heterossexuais brasileiros são mais comportados sexualmente, ou que não existe heterossexual brasileiro que seja promíscuo. Muito pelo contrário. Só quero salientar o quanto a NOSSA sociedade é hipócrita quando o assunto é sexo e liberdade sexual.
 
Só mais uns fatos antes do início... Vamos partir do princípio de que toda mulher que dá para um homem na primeira noite é considerada Puta. Sim, muita gente pensa assim aqui no Brasil, puro machismo. Claro que cada mulher tem o direito de fazer o que quiser, inclusive de não dar. Mas taxar a outra mulher que deu como piraranha, vagabunda, ou outro termo pejorativo é meio ridículo, né?
 
 
 
Ontem eu estava conversando com a minha colega de intercambio sobre uma outra colega que não é brasileira, foi criada na França (não vou colocar os nomes aqui pra não dar problema... rs). Alguém comentou que essa nossa amiga estrangeira teve relações sexuais com um amigo nosso na primeira noite em que eles ficaram. Minha amiga brasileira ficou surpresa, ela no seu lugar jamais faria isso, pois no Brasil, isso é coisa de puta.
 
Mas não pense que eu ou mesmo a minha amiga brasileira pensamos que a nossa amiga francesa é uma puta por causa disso. Nós já tínhamos um conceito sobre ela, e definitivamente ela está muito longe de qualquer esteriótipo de puta. Ela simplesmente exerce a liberdade de usar o seu corpo da maneira que bem entende, e isso não faz dela uma puta. Ela teve vontade, ela fez, e pronto, problema é dela... E digo, ela não é a única que faz isso por aquí... As canadenses, as outras francesas, e muitas meninas de diversas nacionalidades fazem isso, e não são putas.
 
Se essas meninas vivessem no Brasil, com certeza já estariam com fama de Puta, mesmo sem ser de fato. Aliás, acho que o termo Puta, como estou usando aqui, nem cabe muito bem nessa situação. Perde o sentido.
 
Mas o que essa discução toda tem a ver com a discução do início sobre preconceito? Pensem comigo. Os gays sempre exerceram a questão da liberdade de usar o corpo, muito mais do que os hetero. Será que o fato de sermos constantemente associados a promiscuidade é simplesmente uma questão da nossa própria cultura? Será que nos outros países do mundo a base do preconceito (se é que ele existe em alguns países) ainda é essa associação entre homossexualidade e promiscuidade? Será que a inserção dos homossexuais em outras culturas é mais fácil? Ou será que em outros países eles são ainda mais hipócritas do que a gente, de modo que apenas os heteros tenham o direito de exercer a liberdade sobre o próprio corpo sem estarem associados â questão da promiscuidade? Essas são questões que eu pretendo responder daquí pra frente! :D
 
Um abraço a todos! Até o próximo...
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

2 de janeiro de 2012

"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!"


(Mais uma Vez - Renato Russo)

 
Não, isso não é uma tentativa. Nem uma falsa promessa de retorno. Eu reabri sim o "Sem cortes...", agora é pra valer mesmo. Já tentei, nessas minhas idas e vindas, justificar de todas as formas as minhas ausências, ou me questionar sobre qual que necessidade de se ter um blog... Só cheguei a conclusão de que não existe um motivo concreto, ou necessidade propriamente dita para se ter um blog. Eu simplesmente vou e volto, quando dá vontade de compartilhar coisas ou de desabafar, sei lá... rs
 
O fato é que meus últimos meses não foram os melhores da minha vida. Dizer que foram uma porcaria seria mentira, ou melhor, uma injustiça. Mas sem dúvida, foi o tempo em que estive mais desmotivado, em todos os sentidos. Desde o início de 2012 eu não andava bem, por diversos motivos... E acho que foi aí que tudo começou, sabe? Parece que minha vida não ia pra frente, tudo dava errado, e eu não tinha energia pra nada...
 
Só tinha certeza de uma coisa: daquele jeito as coisas não podiam ficar, de jeito nenhum, e eu não podia ficar alí parado esperando acontecer uma novidade, né? Então, eu resolvi me mexer... Aliás, na verdade eu fiz uma promessa, para mim mesmo... No dia 2 de janeiro de 2012 eu prometi que nunca mais eu ia esquecer dos meus sonhos, e que jamais colocaria nada na frente deles. Tudo bem, nunca fui bom em comprir promessas para mim mesmo. Mas essa, eu cumpri...
 
Hoje eu estou aqui, mais um sonho realizado... Talvez o maior e mais intocável dos sonhos que eu tenho/tinha. Não foi fácil, não foi rápido, nem me impediu de cair naquela ladeira de desmotivação da qual eu falei ainda agora. Até eu chegar aqui eu rodei muito, fui até o fundo do poço. Mas hoje tudo está bem, e eu me sinto mais feliz e encorajado que nunca... Mesmo estando longe das pessoas que amo, mesmo o sol se pondo às 16h, mesmo fazendo um frio de -25ºC lá fora, eu nunca estive tão realizado em toda minha vida. Eu consegui provar para mim mesmo que eu sou capaz de conseguir tudo o que eu quiser. Quer maior satisfação que isso? xD
 
Bem, por enquanto é isso... Em breve eu volto, tenho muita coisa pra contar. Agora eu tenho ainda mais motivos para voltar aqui. O Quebeque é lindo, e o mundo precisa saber disso! :)
 
Um grande beijo... Até o próximo!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Trago más notícias...

"Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco."

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)




Sempre tive uma relação conturbada com o fumo. Meus pais fumavam quando eu era criança. Na verdade, minha mãe fumava, e meu pai fumava demais. No meio da minha adolescência eles pararam, e colocaram na minha cabeça que cigarro era coisa de gente antiquada. Funcionou bem, até certo tempo.

Foi aos 16 anos que eu tive o primeiro contato com o cigarro. Desastroso por sinal. "Não, aquilo não era pra mim", pensava eu. Como alguém pode gostar de ter uma sensação de desconforto pulmonar durante quase 10 minutos e ainda ficar com gosto e cheiro de fumaça na boca? Eu não sabia tragar naquela época...

Depois dos 18, em meio a festas e badalações, carnavais e tudo mais que envolva tudo de errado que se deseja fazer na vida para não se arrepender de não ter feito, lá fui eu me aventurar (ou tentar) mais uma vez a cair nos braços deste êxtase... Mais uma(s) vez(es), sem muito sucesso...

Foi agora, aos 21, no auge da minha loucura de viver, que eu resolvi, por decisão própria, de experimentar as sensações provocadas pela nicotina do tabaco. Não, não foi em uma ocasião qualquer como antes seria. Não foi em uma festa, para nenhum motivo. Foi algo quase planejado. Eu e a minha mania de justificar meus impulsos com essa última frase...

O fato é que eu realmente nunca estive tão tenso quanto ultimamente... Nem aos 17 anos. De fato, naquela época minhas atitudes não implicavam diretamente no meu futuro a longo prazo, não determinavam minha vida, minha carreira ou mesmo meus sonhos mais desejados. Agora, 4 anos depois, sinto como se o cerco estivesse se fechando ao meu redor. Não sou mais um adolescente sem determinações concretas. Sou um homem, me sinto assim. Ainda posso errar, mas acertar é muito mais interessante, não é? O difícil é lidar com isso tudo assim, quase de repente...

O fato é que eu precisava fazer uma prova. Não uma prova da faculdade, mas muito mais do que isso. Uma prova que poderia mudar os rumos da minha vida para sempre. Claro, eu teria (terei) outras chances, mas como disse, acertar é muito mais interessante, principalmente quando isso te poupa seis meses ou 1 ano de vida profissional. Nunca antes fiquei tão nervoso para uma prova, nem mesmo quando fiz vestibular. 

Até que, por acaso, um amigo me ofereceu um cigarro. Me disse o que devia fazer e... Pronto, dependente... Desde o primeiro trago. Acho que a dependência psicológica vem assim para muita gente, desde o primeiro trago. O problema é que diferença entre a dependência química e a psicológica é um limiar tão tênue que na maioria das vezes não percebemos quando ultrapassamos. 

Me serviu bem, a curto prazo, não vou negar. Pode parecer desculpa, mas nunca fiz uma prova tão tranquilo, depois de uns dois ou três cigarros. Hoje? Sinto dores de cabeça, e também no bolso, naturalmente... Mas enfim, não tenho tempo para pensar no que vai me acontecer daqui pra frente, ou simplesmente não quero. Enquanto esse vício ainda me for lucrativo, é mais conveniente não pensar em nada, não é? E no mais, umas apurrinhações a menos nunca é algo ruim...

"Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão.
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção."

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)



Agora, com sua licença... Devo ir na padaria comprar mais um maço, porque o último cigarro eu fumei enquanto escrevia este post!

Um beijo, meus queridos....
Até!

ps: Por motivos de força maior, alguma postagem foram colocadas na "gaveta". E censura tá em cima de mim, não quero ser preso (meu Deus, que será de mim se eu for preso? E meus futuros filhos, por quem serão criados?). Mas me recuso a apagar, por mais que algumas delas não tenham mais nenhum valor pra mim. É contra a proposta desse blog apagar os posts... rs. Então, não se assustem se sentirem falta de algum príncipe (que aliás, de príncipe não tem nada) nos arquivos deste blog! ;)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje é dia de Rock, Bebê!



"Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on"
(The Show Must Go on - Queen)

Sexta-feira, 13... de julho! Dia mundial do rock. Uma data desse nível não pode passar em branco. Por isso, decidi sacrificar uma (ou duas) horas de sono para me dedicar a uma reflexão: O que fazer para comemorar em uma data tão especial?
Pois bem, porque não começar falando sobre "porque esse dia é tão especial para mim"? Ou seria, "porque o rock é assim tão importante"? Para mim, e acredito que para muitos dos que nasceram na segunda metade do último século, o Rock representa muito mais do que apenas um estilo musical.

Para mim o Rock representou uma ideologia, ou um conjunto delas, por mais comercial que o Rock seja. Marca o início da construção dos nossos valores independente de influência familiar. É a primeira vez que chegamos para uma coisa e falamos "é disso que eu gosto" sem ninguém chegar para nós e dizer que devemos gostar daquilo. Pra mim, de fato, o Rock representou a primeira experiência efetiva com o discernimento crítico.

Por mim, já passaram muitas bandas, em diversos momentos da minha vida, e que de alguma forma me disseram algo em cada um desses momentos. De Legião Urbana a Queen, de Beatles a Rolling Stones... Suede, The Smiths, Red Hot Chilli Peppers, Radiohead... Barão Vermelho... Led Zeppelin... Não, não dá para citar todas. O que vale nisso tudo é que essas canções me acalmaram quando eu estava nervoso, me disseram algo quando eu precisava ouvir, me causaram admiração, vergonha, tristeza... Essas foram as canções que me fizeram crescer!

Não entendo como fomos parar nessa época estranha, onde as pessoas não se identificam com o que ouvem, onde as músicas não dizem muita coisa. Eu me sinto fora do ninho, um peixe fora d'água, só em pensar, por exemplo, que foi ao som de "Quase sem Querer", "Meninos e Meninas" e "I Want to Break free" que eu dei os meus primeiros passos rumo á liberdade sexual... E hoje, o que temos? Estamos numa época em que onomatopeias fazem refrões consagrados. "Oh oh oh oh oh oh oh" (Britney Spears).

Espero que o dia mundial do Rock sirva não só para nos lembrar o quanto isso significa para nós e para o mundo, mas também consiga fazer com que as pessoas enxerguem o fato de que música não deveria ser feita apenas para ser escutada, mas sim para ser ouvida... Hoje vi um documentário lindo no Canal Brasil - Rock Brasília, Era de Ouro - que conta a trajetória das três principais bandas de Rock do país que surgiram em Brasília: Plebe Rude, Capital Inicial e Legião Urbana. Não só pela música e pela popularidade, essas bandas se consagraram pelos seus ideais e construíram uma obra de contestação histórica à Ditadura Militar e ao governo Pós-militar. E para os bonitinhos que gostam de falar mal, isso aconteceu aqui, no NOSSO país. CHOREI Me emocionei de verdade vendo este documentário... 


Enfim, acho que é tudo... Feliz dia do Rock para vocês!



Um grande beijo a todos! Até o próximo... ;)