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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Trago más notícias...

"Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco."

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)




Sempre tive uma relação conturbada com o fumo. Meus pais fumavam quando eu era criança. Na verdade, minha mãe fumava, e meu pai fumava demais. No meio da minha adolescência eles pararam, e colocaram na minha cabeça que cigarro era coisa de gente antiquada. Funcionou bem, até certo tempo.

Foi aos 16 anos que eu tive o primeiro contato com o cigarro. Desastroso por sinal. "Não, aquilo não era pra mim", pensava eu. Como alguém pode gostar de ter uma sensação de desconforto pulmonar durante quase 10 minutos e ainda ficar com gosto e cheiro de fumaça na boca? Eu não sabia tragar naquela época...

Depois dos 18, em meio a festas e badalações, carnavais e tudo mais que envolva tudo de errado que se deseja fazer na vida para não se arrepender de não ter feito, lá fui eu me aventurar (ou tentar) mais uma vez a cair nos braços deste êxtase... Mais uma(s) vez(es), sem muito sucesso...

Foi agora, aos 21, no auge da minha loucura de viver, que eu resolvi, por decisão própria, de experimentar as sensações provocadas pela nicotina do tabaco. Não, não foi em uma ocasião qualquer como antes seria. Não foi em uma festa, para nenhum motivo. Foi algo quase planejado. Eu e a minha mania de justificar meus impulsos com essa última frase...

O fato é que eu realmente nunca estive tão tenso quanto ultimamente... Nem aos 17 anos. De fato, naquela época minhas atitudes não implicavam diretamente no meu futuro a longo prazo, não determinavam minha vida, minha carreira ou mesmo meus sonhos mais desejados. Agora, 4 anos depois, sinto como se o cerco estivesse se fechando ao meu redor. Não sou mais um adolescente sem determinações concretas. Sou um homem, me sinto assim. Ainda posso errar, mas acertar é muito mais interessante, não é? O difícil é lidar com isso tudo assim, quase de repente...

O fato é que eu precisava fazer uma prova. Não uma prova da faculdade, mas muito mais do que isso. Uma prova que poderia mudar os rumos da minha vida para sempre. Claro, eu teria (terei) outras chances, mas como disse, acertar é muito mais interessante, principalmente quando isso te poupa seis meses ou 1 ano de vida profissional. Nunca antes fiquei tão nervoso para uma prova, nem mesmo quando fiz vestibular. 

Até que, por acaso, um amigo me ofereceu um cigarro. Me disse o que devia fazer e... Pronto, dependente... Desde o primeiro trago. Acho que a dependência psicológica vem assim para muita gente, desde o primeiro trago. O problema é que diferença entre a dependência química e a psicológica é um limiar tão tênue que na maioria das vezes não percebemos quando ultrapassamos. 

Me serviu bem, a curto prazo, não vou negar. Pode parecer desculpa, mas nunca fiz uma prova tão tranquilo, depois de uns dois ou três cigarros. Hoje? Sinto dores de cabeça, e também no bolso, naturalmente... Mas enfim, não tenho tempo para pensar no que vai me acontecer daqui pra frente, ou simplesmente não quero. Enquanto esse vício ainda me for lucrativo, é mais conveniente não pensar em nada, não é? E no mais, umas apurrinhações a menos nunca é algo ruim...

"Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão.
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção."

(Daniel na Cova dos Leões - Legião Urbana)



Agora, com sua licença... Devo ir na padaria comprar mais um maço, porque o último cigarro eu fumei enquanto escrevia este post!

Um beijo, meus queridos....
Até!

ps: Por motivos de força maior, alguma postagem foram colocadas na "gaveta". E censura tá em cima de mim, não quero ser preso (meu Deus, que será de mim se eu for preso? E meus futuros filhos, por quem serão criados?). Mas me recuso a apagar, por mais que algumas delas não tenham mais nenhum valor pra mim. É contra a proposta desse blog apagar os posts... rs. Então, não se assustem se sentirem falta de algum príncipe (que aliás, de príncipe não tem nada) nos arquivos deste blog! ;)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje é dia de Rock, Bebê!



"Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on"
(The Show Must Go on - Queen)

Sexta-feira, 13... de julho! Dia mundial do rock. Uma data desse nível não pode passar em branco. Por isso, decidi sacrificar uma (ou duas) horas de sono para me dedicar a uma reflexão: O que fazer para comemorar em uma data tão especial?
Pois bem, porque não começar falando sobre "porque esse dia é tão especial para mim"? Ou seria, "porque o rock é assim tão importante"? Para mim, e acredito que para muitos dos que nasceram na segunda metade do último século, o Rock representa muito mais do que apenas um estilo musical.

Para mim o Rock representou uma ideologia, ou um conjunto delas, por mais comercial que o Rock seja. Marca o início da construção dos nossos valores independente de influência familiar. É a primeira vez que chegamos para uma coisa e falamos "é disso que eu gosto" sem ninguém chegar para nós e dizer que devemos gostar daquilo. Pra mim, de fato, o Rock representou a primeira experiência efetiva com o discernimento crítico.

Por mim, já passaram muitas bandas, em diversos momentos da minha vida, e que de alguma forma me disseram algo em cada um desses momentos. De Legião Urbana a Queen, de Beatles a Rolling Stones... Suede, The Smiths, Red Hot Chilli Peppers, Radiohead... Barão Vermelho... Led Zeppelin... Não, não dá para citar todas. O que vale nisso tudo é que essas canções me acalmaram quando eu estava nervoso, me disseram algo quando eu precisava ouvir, me causaram admiração, vergonha, tristeza... Essas foram as canções que me fizeram crescer!

Não entendo como fomos parar nessa época estranha, onde as pessoas não se identificam com o que ouvem, onde as músicas não dizem muita coisa. Eu me sinto fora do ninho, um peixe fora d'água, só em pensar, por exemplo, que foi ao som de "Quase sem Querer", "Meninos e Meninas" e "I Want to Break free" que eu dei os meus primeiros passos rumo á liberdade sexual... E hoje, o que temos? Estamos numa época em que onomatopeias fazem refrões consagrados. "Oh oh oh oh oh oh oh" (Britney Spears).

Espero que o dia mundial do Rock sirva não só para nos lembrar o quanto isso significa para nós e para o mundo, mas também consiga fazer com que as pessoas enxerguem o fato de que música não deveria ser feita apenas para ser escutada, mas sim para ser ouvida... Hoje vi um documentário lindo no Canal Brasil - Rock Brasília, Era de Ouro - que conta a trajetória das três principais bandas de Rock do país que surgiram em Brasília: Plebe Rude, Capital Inicial e Legião Urbana. Não só pela música e pela popularidade, essas bandas se consagraram pelos seus ideais e construíram uma obra de contestação histórica à Ditadura Militar e ao governo Pós-militar. E para os bonitinhos que gostam de falar mal, isso aconteceu aqui, no NOSSO país. CHOREI Me emocionei de verdade vendo este documentário... 


Enfim, acho que é tudo... Feliz dia do Rock para vocês!



Um grande beijo a todos! Até o próximo... ;)

domingo, 8 de julho de 2012

Príncipes não são Perfeitos!

"There was a time
I thought, that you did everything right
No lies, no wrong
Boy I, must've been outta my mind
So when I think of the time that I almost loved you
You showed you ass and I saw the real you"
( Best Thing I Never Had - Beyoncé)


Oi,

Desculpa estar fazendo isso por carta. Nós dois sabemos que eu não sou muito bom com argumentações orais. Não sei se conseguiria expressar tudo numa discussão oral. Pois bem, decidi fazê-lo por meio de carta.

Príncipe, nós dois sabemos o quanto eu te amo. Não tenho vergonha disso, não tenho vergonha de fazer o que você quer na hora em que você quer. Nesses últimos 8/9 meses, você foi minha principal razão de viver. Eu sei que você deve achar que eu estou exagerando, mas não estou. 

Nunca tinha duvidado do seu amor por mim, da sua lealdade. Nunca tinha duvidado, até esse final de semana de Carnaval que passamos juntos na casa do Gui. Tá, eu tenho sido mais desconfiado do que o de costume desde que você foi sozinho para São Paulo. Mas nada se compara a esse carnaval. Os fatos tomaram proporções que eu realmente não previa, ou pelo menos que eu evitava prever. Não queria acreditar que você fosse capaz de me trair, por isso resolvi não pensar nisso durante muito tempo. Só que chega uma hora que, por mais que a gente tente não ver, os fatos saltam aos nossos olhos. Eu fico pensando, “Nossa, eu não sou um namorado ruim, eu sou dedicado a ele. Minha família o adora. Eu faço de tudo para ser amigo dos amigos dele. Eu também não sou um cara feio. Também acho que meu beijo não é insuportável. Que motivos teria ele para me trair?”. 

Realmente, pensando assim, não teria porque você me trair. Além do mais, eu sempre te dei espaço para falar dos seus sentimentos, para dizer se você se sente desconfortável com algo, ou insatisfeito de alguma forma. Mas, por algum motivo, desde o início dessa carta, eu venho considerando essa possibilidade, você deve ter percebido, né? Diante disso tudo, que motivos eu teria para acreditar que você me trai? Pois bem, vamos as minhas justificativas.

Primeiro, como eu já disse, apesar de estar mais desconfiado do que de costume desde que você voltou de São Paulo, eu só comecei a ter essas desconfianças de fato nessa semana de carnaval. O motivo você bem deve saber, foi a conversa entre você e o Rapaz mais Velho que eu li (confesso, ato totalmente falho, invasão de privacidade). Você viu como eu fiquei transtornado com a situação, e não, e não acreditei que você só queria sondar a vida do rapaz para apresentar para o Gui. Eu menti, te disse que aceitava tal justificativa apenas porque, além de desgastante demais para mim, aquele assunto seria uma pedra no nosso feriado, e eu sei bem o quanto você precisava daquele momento, eu não tinha o direito de acabar com aquilo.

O fato é que esta história não saiu mais da minha cabeça. Aquilo tinha trazido à tona outras coisas que já estavam na minha cabeça antes, e que estavam tirando meu sono há alguns dias. Uma delas era simplesmente o fato de você não ter mais o mesmo interesse sexual por mim de (pouco) tempo atrás. Você passou 1 semana e meia na minha casa, e quase não demonstrou interesse por sexo. Me lembro da época em que agente brigava por causa disso, que você me cobrava. Chegou até a me questionar se eu ainda sentia tesão por você, só porque uma vez eu estava com sono e não quis fazer sexo. Pode parecer um questionamento fútil, como você sempre argumenta uma relação não é feita só de sexo. Mas dentro daquele contexto eu tinha sim fundamento, explicarei porque em seguida. 

Confesso que cometi outro ato falho: vasculhei o histórico do Google Chrome no computador do Gui. Como eu sabia que as atualizações eram suas? Você era sempre o ultimo a usar o notebook. O que eu vi no histórico? Nada de tão espantoso, confesso. Vi que você tinha visto alguns vídeos eróticos, que tinha acessado o Badoo, tinha visto algumas atualizações e perfis no facebook, além de ter acessado dois grupos: Protocolos Marvel e Clube do Urso. De fato, nada disso prova absolutamente nada, mas já é informação suficiente para montar algumas ligações.

Primeiro vamos falar dos vídeos eróticos. Você sabe muito bem que eu não estou nem aí se você gosta ou não desses vídeos. Eu mesmo gosto de assistir também, não acho que seja um problema, nem motivo de ciúme. Eu mesmo já te sugeri que visse vídeos ou contos eróticos em algum dia que eu estava cansado e você quis fazer sexo. O problema é que eu fiquei curioso, e resolvi conferi o histórico do Google Chrome do meu computador também. E descobri que você acessou contos eróticos justamente nos dias em que esteve aqui em casa e que se recusou a fazer sexo comigo, ou que não me procurou. Vou te falar mais uma vez, isso não é prova de nada, nem é motivo para eu ter ciúme. Mas isso mostra que eu tenho razão quando afirmo que o seu interesse por sexo comigo não é mais o mesmo. Qualquer ser humano se sentiria um lixo se fosse trocado por um conto erótico. Não sei o que pode estar acontecendo, mas se existe algo, eu sempre te dei liberdade para expressar o que sente. Se há um problema, ele já poderia ter sido resolvido, e caso a qualidade do nosso sexo tenha deixado a desejar para você, nós já poderíamos ter dado um jeito nisso há muito tempo. Mas esse é o menor dos problemas.

Voltando ao computador do Gui, eu vi que você tinha acessado o Badoo e um grupo chamado Clube do Urso. Seria totalmente normal, e passaria despercebido, se você não tivesse falado para mim, pouco antes desse feriado, que achava o Badoo ridículo, que era coisa de gente que queria fazer “pegação”, e que não tinha perfil nesse tipo de rede social. O mesmo vale para o Grupo de ursos, você me disse há poucos dias também que estava cansado desses grupos, que só tinha gente falsa e invejosa, e que já tinha excluído TODOS os grupos de urso, me aconselhou ainda a excluir os meus também. Esse é o tipo de mentira que parece boba, mas é potencialmente perigosa. Você poderia ter mentido por vários motivos: porque conhecia alguém que poderia estar interessado em mim, por exemplo, e queria me afastar dessas redes (pensamento de um idiota); ou na pior das hipóteses, você estava querendo liberdade para escrever coisas que eu não poderia ler, ou até mesmo marcar encontros e me trair. Como eu disse, são apenas possibilidades, se uma ou outra era verdadeira eu não tinha condições de saber no momento, nem mesmo de desconfiar.

Só que os fatos foram acontecendo e eu estava a cada dia mais inclinado a acreditar que você realmente, se não tinha me traído, tinha a intenção de me trair. O fato é que eu solicitei participação no grupo Clube do Urso, e fiz um perfil no Badoo. Assim que a solicitação do grupo foi aceita, eu dei uma olhada geral para ver do que se tratava. Era como os outros grupos, uma pessoa dando em cima da outra, um grupo para rapazes solteiros. Dei uma olhada para ver sobre algo que tinha postado, e descobri que você estava no Grupo desde antes da viagem a São Paulo, já tinha postado fotos suas e até já tinha flertado com alguns membros. Se aqueles flertes e insinuações já tinham evoluído para o encontro real, eu não tenho como saber, mas só o fato de haverem flertes já me deixou muito triste, e provou mais uma vez que você estava mentindo para mim esse tempo todo. O que deixou a situação ainda mais estranha foi eu ter sido excluído do grupo no dia seguinte, mesmo depois de ter recebido boas vindas do dono do grupo (que é seu amigo, por sinal). De fato, o que você postava naquele grupo, você não queria que eu soubesse. Além disso, a mensagem que eu te enviei pelo Badoo ainda não foi respondida, apesar de já constar como lida e de ter mais de uma visita sua ao meu perfil.

Depois disso tudo, Príncipe, muitas outras cosias vieram à tona. Coisas antigas, sabe? Por exemplo, se você mentiu sobre coisas aparentemente tão bobas, o que te impede de ter mentido caso você tenha me traído em São Paulo? Teve ainda aquele episódio lamentável, em que você deu confiança para um tal de “Garoto Atirado” no perfil do seu facebook, no dia que você foi sozinho com o Pedro para a Cliperama. E ainda teve a história do Rapaz mais Velho. Depois dessas mentiras, quem me garante que você realmente estava desenrolando o garoto para o Gui? Detalhe que o cara nem faz o tipo do Gui, ele não é sarado, só é moreno. Me sinto um idiota completo se aceitar essa história como verdadeira. Além disso, existem outras coisas, que eu não vou comentar, porque envolvem outras pessoas que eu não quero comentar aqui.

O pior disso tudo, Príncipe, não é possibilidade de você estar com outros caras, não foram os flertes na comunidade, nem encontros com pessoas alheias e desconhecidas. O pior disso tudo é a mentira. Você sempre falava, nas nossas primeiras brigas, que uma cosia que você sempre odiou é a mentira. Uma vez você travou uma discussão enorme porque eu disse que estava sem dinheiro para ir a sua casa te ajudar a arruma-la quando na verdade eu tinha o dinheiro. Você me passou um sermão de que odiava mentira, e que por menor que seja era inadmissível. Depois de tantas mentiras suas que eu descobri na internet, no mínimo você é um hipócrita. Tantas chances que eu te dei de ser sincero comigo, tantas vezes que eu te falei que a fidelidade é uma coisa relativa. Que eu não me importaria se você quisesse ficar com outros caras, contanto que nós definíssemos isso. Mas você prefere me enganar, me fazer de bobo, e pior, me expor. Me expor para os seus amigos, para a sua família, para a minha família. Você criou uma imagem minha para essas pessoas, como se eu fosse um idiota que aceita tudo o que você faz e implora por um pouco de atenção sua. A “Juju Carente” do grupo. E ainda faz com que eu pense que sou eu mesmo o responsável por essa imagem. 

Quantas vezes eu já te disse que a cumplicidade é que faz uma relação saudável? Porque será que brigamos tanto? Será que essa cumplicidade é plena entre nós? Com mentiras assim, por mais que não provem nada, não tem relação que seja plenamente baseada na cumplicidade. Eu estou sempre disposto a mudar por você, estou sempre tentando. E você? Teria coragem de mudar por mim? Você seria capaz de não mentir mais? Se você quer ter sua privacidade intocada, seus grupos de pegação, seu Badoo, marcar encontros com pessoas desconhecidas, é só você definir isso comigo. Eu concordaria, caso houvesse os mesmo direitos para mim e para você. O que não pode é você pagar de hipócrita, me enganar, e por vezes me fazer de idiota e me expor. Eu não tenho problemas com isso, não vou mais sentir ciúmes se você for sincero comigo. A única origem do meu ciúme é a falta de sinceridade, que implica diretamente na perda da confiança. Eu quero ter motivos para confiar em você, respeitar sua privacidade. Não quero ser esse ciumento doente que vasculha os sites que você visita na internet e perde noites sem dormir pensando se você pegou ou não alguém na balada. Será que você não percebe que o que acaba comigo é isso? E não tem absolutamente nada a ver com o ato em si, mas com a falta de sinceridade.

Você não sabe o quanto vai doer para mim se eu tiver que terminar essa relação por causa da fadiga de ser enganado. E olha meu amor, já estou chegando ao meu limite. Estou aqui, abrindo meu coração para você, exatamente para tentar dar mais uma chance para nós dois. Eu amo você, amo muito. Se você estiver cansado, se não é mais sua vontade ser meu namorado, por qualquer motivo que seja, pelo menos considere o quanto eu te amo e o quanto eu me dedico a você, e termine logo com isso, pelo menos para me dar a chance de encontrar algum cara que realmente queira investir numa relação comigo. Agora, se você não quer se separar de mim, se você deseja dar mais uma chance para nós, por favor, seja sincero, explane o que há de errado para tentarmos melhorar juntos, porque é evidente que há algo errado. Por favor, não minta mais. Se você quer participar de um grupo, porque que você tem que me dizer que não quer? É só falar a verdade, eu vou saber respeitar sua vontade se você também respeitar a minha. Respeite-me enquanto homem, enquanto seu homem. Não me exponha, não me faça de bobo. É só isso que a gente precisa para ser feliz. Só quero que você enxergue isso.

Essa foi a última carta que escrevi para o meu ex-namorado, na véspera do nosso término. Aconselhado pelo meu amigo Sandro, resolvi postá-la. Felizmente, lendo ela novamente e vendo como estou hoje, fico feliz em perceber o quanto eu evolui como ser humano. Cheguei até a sentir vergonha desta carta, mas porque sentir vergonha? As melhores coisas que aprendemos na vida são com os nossos erros...
"I wanted you bad
I'm so through with it
Cuz honestly you turned out to be the best thing I never had
You turned out to be the best thing I never had
And I'm gon' always be the best thing you never had
I bet it sucks to be you right now"
 Best Thing I Never Had - Beyoncé)




É isso por hoje, meus amores...
Um grande Beijo... Até o próximo! ;)

domingo, 10 de junho de 2012

Dos Arrependimentos

"Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé!"

(Non, Je Ne Regrette Rien - Édith Piaf)




Relutei muito até escrever de novo sobre esta pessoa. Aliás, de um ano pra cá, mais ou menos, confesso que tenho evitado pensar sobre os momentos bons e ruins que vivi com ele e por causa dele. Talvez fosse o arrependimento, talvez fosse a mágoa. No fim das contas, uma mistura das duas coisas, mas com certeza com muito mais arrependimento do que mágoa. Com o passar do tempo, tal qual uma mistura azeotrópica, mágoa e arrependimento se dispersaram na atmosfera, porém a mágoa, muito mais volátil, já quase não existe mais. No fundo do copo, resta o arrependimento, líquido viscoso, incômodo, malcheiroso... Custa a evaporar, e incomoda bastante.

Paramos de nos falar há quase 1 ano. Desde então, nem mais uma palavra, ao menos não pessoalmente. Há cerca de metade deste tempo eu tenho voltado a pensar nele, que foi companhia fiel durante a melhor e pior fase da minha vida. Esse feriado fumei um cigarro de cravo, fui ao terraço daquela boate onde sempre íamos e nos divertíamos tanto. Impressionante como tais fatos que me fizeram pensar ainda mais nele, e de como ele me faz tanta falta. Me dei ao luxo de pensar, ainda, se valera a pena levar a situação até ponto em que chegou. Hoje vejo que foi uma grande burrice.

Não, não gostei nem um pouco daquela situação no mínimo chata que passamos naquela casa noturna. Não aprovei suas atitudes, não achei certo. Mas daí a levar essa situação até o fim da nossa amizade, eis aí um dos pontos centrais do meu arrependimento. Falar no fim de uma amizade pode ser chocante para muita gente, pelo menos para os mais iludidos que acreditam fielmente no poder incorruptível da amizade. Pra mim, o que houve foi exatamente isso, visto que não consigo imaginar meios de as coisas voltarem a ser do jeito que eram há 1 ano e pouco atrás.

Me arrependo ainda de não ter tido pulso firme. Mesmo que a pessoa (a que 'intermediou' isso tudo) valesse tão a pena assim (de fato, não valia), era meu dever não ter sido complacente, ao menos em nome da nossa já extinta amizade. Eis aqui a nobreza do arrependimento, sentimento tão injustiçado, tão mal visto, negado e evitado, significa apenas a grandeza de admitirmos nossos próprios erros. Hei de me engrandecer às custas dos meus arrependimentos, já cresci inclusive. O preço é que não foi tão doce, e me faz falta hoje.

Já me torturei, já me lamentei, principalmente quando vi que lutei em vão e que sacrifiquei um bem precioso em nome de uma mentira. Mas o que me importa a essa altura, o que o importa também? Não dá para voltar a fita, e nada nesse momento pode regenerar o que foi perdido no passado, não nessa situação em especial. Só o que me resta agora é o arrependimento. Hei de conviver com este odor fétido, esperar que a fadiga olfativa o faça tão familiar a ponto de nem o perceber mais...


"Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux!"

(Non, Je Ne Regrette RienÉdith Piaf)


Um grande abraço a todos... Boa Parada para os Paulistanos! Até o próximo...

domingo, 3 de junho de 2012

Caras mais velhos sabem o que fazem...

"Vai, pode falar, pode escrever 
Eu vou me entregar 
No meu lugar, quem não faria? 
Diz que é loucura, diz que é besteira
Mas eu não vou ligar 
Não tente entender 
E o tempo dirá 
A sina é sonhar 
Que eu pago pra ver 
Qual meu lugar 
Que a vida é um dia 
Um dia sem culpa 
Um dia que passa aonde a gente está"
(O que se quer - Marisa Monte)



Ah, e como eles sabem. E eu sou só um garoto. Eles sabem muito bem como agradar um garoto. Depois de tanto tempo, depois de uma decepção, depois de me planejar tanto para não sofrer mais de novo, eis que surge ele na minha vida. Na verdade, ele sempre esteve por perto e eu talvez nunca tenha dado a atenção merecida.

Conheci o Alex há pouco mais de um ano, antes mesmo de conhecer o meu primeiro namorado. Só o conhecia pela internet, porém conversávamos bastante. De cara, gostamos um do outro. Confesso que o fato de ele ser 15 anos mais velho me deixava ainda mais curioso e interessado. Marcamos diversos encontros que não deram em nada. No final, eu sempre hesitava a encontrá-lo, não sei se por medo ou por incerteza mesmo se realmente queria avançar com ele. Até que certo dia eu desmarquei um encontro com ele para conhecer meu ex-namorado, e acabou dando no que vocês já devem ter deduzido.

Óbvio que o Alex ficou puto chateado comigo naquela época, confessou-me recentemente. Me disse que se sentiu trocado. Mas em pouco tempo voltamos a nos falar, como amigos, e ele sempre esteve por perto desde então. Próximo ao término de meu namoro, ele se aproximou bastante, como se sentisse o quanto eu estava precisando de alguém que me ouvisse naquele momento. Teria sido a entrada estratégica? Porque depois disso, quase um ano depois de termos nos conhecido, eu me lembrei o quanto o achava interessante e o quanto o fato de ele ser 15 anos mais velho me deixava ainda mais excitado ansioso por conhecê-lo...

Depois do término do meu namoro, voltamos a demonstrar mais interesse um pelo outro do que simplesmente uma amizade. Outras várias marcações de encontro que não deram em nada nos levaram até a última quarta-feira, dia 30 de maio de 2012. Nos encontramos lá, naquela praça cheia de significado... Confesso que ele me pareceu ainda mais atraente pessoalmente. Confesso que me deixei levar pelas suas atitudes, pelas palavras que ele sabia que eu queria ouvir. Confesso que cedi ao seu convite de um contato mais, digamos, íntimo... Lá mesmo, próximo àquela praça...

Os passos já eram contados, e a turbulência daquele elevador antigo já passava despercebida perto do atmosfera de curiosidade e desejo que nos envolvia. E foi ali, naquele quarto de motel próximo a Cinelândia, que Alex me provou o que eu já desconfiava: caras mais velhos sabem o que fazem... Sabem exatamente como encantar um rapaz de vinte e poucos anos. Tudo nele me parecia ainda mais atraente entre aquelas 4 paredes fartas de presenciarem as mais diversas histórias de amor e erotismo.

Amor e erotismo. Queria eu ter a certeza e a coragem tão veladas, como as expressas nas de Marisa Monte, de admitir que era exatamente isso que eu estava sentindo. Garotos têm duvida. Garotos não sabem o que querem. Garotos tem medo de cair da bicicleta, por mais que tenha alguém os dando o apoio e a certeza de que eles não vão cair de novo. Alex é um homem incrível, lindo, simpático, inteligente, seguro de si... Ele é tudo que eu queria e precisava encontrar em um cara. Também sinto que as intenções dele são as melhores, de modo que nunca antes alguém tivera tais intenções em relação a mim. Porque então eu ainda tenho dúvida?

Há quem diga que a vida é uma só, e ela passa rápido... Devemos vive-la intensamente. Mas é tão difícil voltar a subir na bicicleta depois do primeiro tombo... Mais difícil ainda é tomar uma decisão sem ter certeza do que realmente quer, sem ter certeza se suas vontades futuras podem acabar magoando alguém. O que eu sinto pelo Alex é tão especial que jamais teria coragem de magoá-lo por qualquer motivo que seja. No entanto, minha única certeza é que, nesse momento, só o que eu quero é voltar a ouvir sua voz e sentir o calor do seu abraço... Me resta torcer para que ele, além de saber o que fazer para me conquistar, também saiba que garotos como eu nunca têm certeza do que querem, pelo menos por hora...
"Mas se eu tenho tanto a  perder 
Eu perco é o medo  
Do que a sorte lê 
Sabe quem quer 
Sabe quem tem 
O que se quer"
(O que se quer - Marisa Monte)




É isso por hoje, meus lindos... Até o próximo! 

domingo, 20 de maio de 2012

Identidade Ursina



"I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Of nothing in particular

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am human and i need to be loved
Just like everybody else does"

(How Soon is Now - The Smiths)





Todos aqui sabem (ou pelo menos a maioria) o quanto eu sempre fui complexado com meu peso e com minha aparência. Todos aqui, e apenas aqui... Essa não era o tipo de coisa que eu costumava expressar para quem quisesse ouvir. Mas sim, sempre tive problema em me aceitar como indivíduo obeso com sobrepeso. Mas isso mudou muito desde a minha ultima postagem sobre o tema aqui.

Tempos depois eu descobri que isso só acontecia porque existe uma espécie de regra em nosso meio: se você quer mesmo se sentir desejado por alguém, ou tenha um corpo perfeito e sarado ou frequente o lugar destinado ao seu biotipo, afinal de contas, tem maluco que gosta de tudo, até de gordo. Pois é gente, essa é a verdade: entre os homossexuais, não existe coisa pior do que ser gordo, pelo menos entre os homossexuais da cidade "maravilhosa".

Motivado por essa pressão de interesse e aparências, e também por um pouco de interesse pessoal, eu decidi começar a frequentar a Sociedade Ursina Ckarioca (SUCk, hahahaha, brincadeirinha). De fato, quando eu descobri que havia um lugar onde eu poderia conhecer caras lindos, volumosos, com barba, com jeito másculo, e ainda poder ser desejado por eles, o que pensei foi: ótimo, é pra lá que eu vou. Doce ilusão... Por vários motivos.

Sempre senti uma forte atração por caras com sobrepeso, os barbudos também sempre tiveram minha preferência. Confesso que, por questões adaptativas, meu interesse por caras gordinhos aumentou muito com o tempo. Vamos combinar, desejo não é só aparência física, e além de serem lindos, eu via nesses caras a única possibilidade de ter carinho ou de me sentir desejado. 

Pois é, não sei como é em outros lugares, mas aqui no rio o cara pode ser o cão chupando manga, mas se ele for sarado, bronzeado, e tiver uma tatuagem, todas as atenções se voltam para ele. O Contrário vale para os gordinhos, se o cara for lindo de morrer, simpático, inteligente, beijar bem (...), mas tiver aqueles quilinhos a mais, pode ter certeza, vai passar por um lugar como um fantasma, não será nem percebido, ou pelo menos será a segunda ou terceira (ou quarta, ou quinta...) opção para qualquer pessoa que seja um pouco menos "cheiinha" que ele. Pois bem, em tese, isso não ocorreria em locais ursinos. Docíssima ilusão...

Conheci meu ex-namorado em um grupo de facebook ursino da vida. Foi nesse momento que comecei a frequentar a tal da Carioca Bear Society. E, de cara, muitos mitos caíram por terra. A começar pela própria impressão pessoal do que é ser realmente um urso. Quando falamos em Urso, o que nos vem a cabeça? Caras grandes, com excesso de gostosura, peludões, com barba, jeitão nem um pouco afeminado... Pois é, até hoje pouquíssimos dos ursos que eu conheci obedeceram essa descrição. Meu próprio ex-namorado estava muito longe disso, só o que tinha de urso era o fato de ser muito gordo gordinho mesmo. Na verdade, o fato de eles não serem "pouco afeminados" ou de gostarem de se depilar não me importava nem um pouco, esse tipo de coisa é tão superficial para definir o gosto pessoal ou o objeto de desejo de uma pessoa. E no mais, eu acho muito charmoso quando o cara tem aquele "jeitinho", sabem?

Outro mito que foi quebrado, e esse sim me importa muito, foi o seguinte: urso vai em festa de urso porque gosta de ficar/sente desejo por outros ursos. Isso é a mentira mais deslavada que eu já ouvi sobre o meio ursino, pelo menos para os ursos daqui do Rio. A verdade ursina por aqui é a seguinte: Quem gosta mesmo de urso é chaser (ou seja, 2% da população da Carioca Bear Society), urso só fica com outro urso por Falta de Opção! É triste, mas é a verdade... Não vou dizer que não existem exceções, eu mesmo acho que não me enquadro muito bem nisso, mas posso dizer com certeza que a grande maioria dos ursos cariocas se encaixa nessa regra.

No final das contas, eu mesmo acabei entrando numa reflexão perigosa: será que todos os caras do meio ursino com quem já fiquei (inclusive meu ex-namorado) só ficaram comigo por falta de opção? A conclusão foi a seguinte: Foda-se, e daí? Se eu ficar me preocupando com isso, não vou pegar ninguém, ? E depois, pelo menos nas baladas ursinas as pessoas me olham, e com algum desejo. Eu não sou mais um fantasma. Isso já foi o suficiente para eu retirar o estigma do ninguém-me-quer e ligar o botão do I'm-Sexy-and-I-Know-It... Enfim, só precisava que alguém chegasse pra mim e falasse: "cara, você é lindo!" para eu poder chegar, me olhar no espelho e dizer: "Realmente, eu sou LINDO". Felizmente, essas pessoas já apareceram! rs


"There's a club, if you'd like to go
You could meet somebody who really loves you
So you go, and you stand on your own
And you leave on your own
And you go home, and you cry
And you want to die


When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?
See, i've already waited too long
And all my hope is gone"

(How Soon is Now - The Smiths)





É isso aí, meus amores!
Um abraço de Urso! E um beijo também, só para não perder o costume! ;)

Até o próximo!


sábado, 12 de maio de 2012

Dado Viciado



"Você não tem heroína, então usa Algafan
Viciou os seus primos, talvez sua irmã
Mas aqui não tem Village, rua 42
Me diz pra onde é que é que você vai depois
Por que você deixou suas veias fecharem?
Não tem mais lugar pras agulhas entrarem
Você não conversa, não quer mais falar
Só tem as agulhas pra lhe ajudar"
(Dado Viciado - Legião Urbana)


Hoje me deu uma vontade danada de escrever sobre uma pessoa... Talvez uma das pessoas mais especiais que já passaram pela minha vida. Hoje vou falar do meu melhor amigo... o Wall! Já falei do Wall antes aqui... Já cansei de dizer o quanto ele é especial para mim, já falei de decepções que tive com ele, de frustrações, de diversas situações que experimentamos juntos... Mas ainda assim, vocês não têm nem ideia do quanto esse cara significa pra mim.

Na véspera do ultimo feriado, no final da tarde, Wall esteve aqui em casa. Passamos a noite colocando o papo em dia, ouvindo "The Smiths", "Bauhaus" e Joni Mitchel, falando besteiras e fazendo nossas conjecturas impossíveis. É bom saber que Wal hoje está seguindo um caminho regular, que não tem mais motivos para entrar em depressão, ou para se achar improdutivo. Sim, Wal sempre foi um cara depressivo, e eu sempre quis ajuda-lo, mas muitas vezes não sabia como. As vezes eu tinha a sensação de que apenas eu enxergava o quanto Wall era genial, e isso me dava uma aflição... De qualquer forma, eu sempre procurei estar por perto quando ele precisasse de mim, e ele, sem dúvida, foi o único amigo que também sempre esteve do meu lado, por mais que muitas vezes estivesse distante.

Exatamente por esses motivos eu sempre me preocupei muito com o Wal. Ele é o tipo de amigo que não se pode nem pensar em perder. Acho que uma das fases mais tensas foi há pouco mais de 2 anos. Na época, Wall começou a trabalhar como frentista em posto de gasolina onde seu pai era gerente. Ele trabalhava no turno da madrugada, e como o bairro dele fica em uma região isolada da cidade, aquele era o único posto de gasolina que funcionava até este horário naquela região. Na época tínhamos 18 ou 19 anos e um monte de ideias doidas na cabeça... Uma delas era a de experimentar algumas drogas ilícitas, como maconha, LSD, Ecstasy e Cocaína, só para ver como é que era... Coisa de adolescente mesmo, que quer experimentar de tudo que a vida tem a oferecer

Certa vez, durante seu expediente no posto, Wall estava atendendo 3 caras. Eles estavam bebendo cerveja. Em determinado momento, um dos três pegou alguma coisa no bolso e o grupo se reuniu mais, na tentativa de esconde-la. Quando reparou que havia algo errado, Wall ficou tenso. Um dos rapazes percebeu sua reação e, com medo de que Wall tomasse alguma atitude contra eles, ofereceu um pouco do conteúdo que havia no recipiente que retirara  de seu bolso: cocaína. A julgar pelas ideias que tínhamos naquela época, nem preciso dizer se meu amigo aceitou ou não a oferta, não é?

Eu fui o primeiro a saber. Wall fez questão de ligar pra mim no dia seguinte para se gabar da aventura. Confesso que senti uma pontinha de inveja, afinal de contas ele estava na "vantagem" sobre mim. De qualquer jeito, eu "sabia" dos perigos que uso imaturo e descontrolado destas substâncias poderia trazer, e isso me deixou tenso. Conhecendo a personalidade depressiva de Wall, sabia o uso de cocaína poderia se tornar muito conveniente, e que a propensão ao vício seria maior nesse caso. No entanto eu não o repreendi, só o alertei para que não fizesse mais... Ele já tinha provado, era isso que ele queria, já estava de bom tamanho, né?

Mas não foi bem isso que aconteceu... Wall não era muito de ouvir conselhos. Ao contrário do que eu tinha sugerido, Wall criou uma espécie de rotina para usar a droga. Os mesmos caras do primeiro dia traziam a droga para ele quase que diariamente, e quando pararam de trazer, ele passou a procurar outros meios de obter a cocaína. Em menos de um mês ele já estava fissurado, e já estava usando outras drogas, como maconha. Foi aí que eu comecei a ficar seriamente preocupado... Já cheguei a presenciar algumas vezes ele usando cocaína. Aquilo nunca me chocou, mas não podia deixar de ficar preocupado. Na época (eu sei que nem faz tanto tempo) eu tinha um pensamento totalmente diferente do que eu tenho hoje sobre drogas ilícitas, e eu tinha medo de verdade de que algo muito sério acontecesse com meu melhor amigo...

Talvez tenha sido o próprio Wall que tenha feito eu mudar meu pensamento em relação ao uso de drogas ilícitas. É um assunto muito complicado e polêmico para eu discutir aqui nesse post, que por sinal já está bastante extenso. A grosso modo, podemos dizer que a mídia dá uma boa exagerada, por motivos extremamente complexos além de apenas a preocupação com a saúde dos usuários. A questão é que o fato de meu amigo fazer uso de drogas não o impediu de ser uma pessoa brilhante e bem sucedida. Essa era a minha maior preocupação, depois é claro da de perder o Wall para sempre, literalmente. Ele aprendeu a controlar o consumo e hoje convive bem com isso. Está lá, estudando, fumando os seus baseados de vez em quando, dando suas aulas de inglês, se mostrando até mesmo mais brilhante do que eu poderia imaginar.

É incrível como certas pessoas tem o poder de entrar na nossa vida e nos fazer aprender muito sobre muitas coisas. Não sei mais se devo chamar o Wall de amigo. Ele é muito mais que isso. É o irmão que eu escolhi. Minha convivência com Wall me ensinou tanta coisa... Ele sempre significou muito pra mim, por isso tive tanto medo de que algo de ruim acontecesse a ele. No final das contas, ainda pude tirar algo positivo de uma situação que tinha tudo para dar errado. Na verdade, hoje até rimos do que aconteceu naquela época! E que bom que rimos, e podemos ouvir nossa música boa em paz nos feriados, ele pode corrigir meu inglês tosco... De uma coisa eu tenho certeza, não é qualquer narcótico que seria capaz de levar embora o meu melhor amigo... Eu não deixaria, mesmo que o caminho não tivesse sido esse!

"And I'll be there
You've got a friend.
If the sky above you grows dark and full of clouds,
And that old north wind begins to blow,
Keep your head toget-her and call my name out loud.
Soon you'll hear me knockin' at your door.
You just call out my name, and you know wherever I am,
I'll come running to see you again.
Winter, spring, summer, or fall, all you have to do is call"
(You've Got a Friend - Carole King)




Então, gente... Era Isso!
Um grande Beijo a todos vocês!
Até o próximo...


EDIT: Pra quem estiver curioso, agora já é possível acessar o blog do Wall, hauahau. Ei-lo aqui: http://domoestrelado.blogspot.com.br/

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Não seja promíscuo, Gay...

"Tonight I'm gonna have myself a real good time
I feel alive and the world is turning inside out Yeah!
I'm floating around in ecstasy
So don't stop me now don't stop me
'Cause I'm having a good time having a good time"

(Don't Stop me Now - Queen)

Vamos dar uma pausa nos posts subjetivos e dar lugar a uma coisa mais direta: a argumentação. Pois então, o que motiva esse meu desejo de argumentar foi apenas um comentário, que para a maioria das pessoas pode ter passado desapercebido, mas me chamou muita atenção. Meu amigo Raphael Martins (vulgo Enrustido) foi entrevistado em um blog super legal de conteúdo adulto, e me passou a entrevista para eu ler. O texto dizia muito da personalidade do Raphinha, que ele é um cara muito legal, antenado, careta (haha), e que é apaixonado pelo Juan. O que me incomodou mesmo foi um comentário que ele fez no final da postagem, falando para nos valorizarmos enquanto gays e evitarmos a "promiscuidade". Eis aqui o comentário transcrito:

"Se valorizem. Evitem a promiscuidade. Quem sabe daqui a algum tempo podemos mudar a imagem ruim que a sociedade tem em relação aos gays."

De cara, eu li esse comentário e já ia passar desapercebido por mim também. Mas daí eu voltei, pensei... Tem algo que me incomoda nesse comentário aí...

Não sei, me passou a impressão de que todo gay é promíscuo. Tá, não sejamos hipócritas. Existe sim muita promiscuidade entre os homossexuais. Talvez até possamos associar essa característica aos homossexuais. Mas, não sei... Passou também a impressão de que isso é uma característica exclusiva dos homossexuais, e que esta característica exclusiva era a origem de todos os males que sofremos, ou no mínimo de uma imagem feia que criaram da gente

Pra começar, promiscuidade não é uma característica restrita aos homossexuais. Tanto que existe antes mesmo de a ideia de homossexual existir. Ah, vamos, promiscuidade por promiscuidade, existem muitos outros grupos que estão muito mais associados ao termo do que nós, gays. Um exemplo disso são os padres pedófilos, maridos e esposas adúlteros, prostitutas e profissionais do sexo, enfim. Não sei exatamente quando nem como a promiscuidade foi associada aos homossexuais. Talvez o que nos diferencia em relação a outros grupos é o fato de alguns de nós assumirmos a promiscuidade como algo normal, ou cotidiano.

E de fato, o que tem de errado nisso? Devemos mesmo nos preocupar tantos com estes princípios morais? Se encanássemos com princípios morais, entraríamos num caminho sem volta em direção a negação do nosso próprio desejo. Que desejo? O mais óbvio, sentir atração por pessoas do mesmo sexo. Afinal de contas, isso também não é assim tão bem visto pela sociedade de maneira geral, não é? Isso faz com que, por menos promíscua que a pessoa (gay) seja, de uma forma ou de outra, ela acaba quebrando esse paradigma social que vivemos devido aos tais "princípios morais" simplesmente por ser gay. Claro que não estou falando que, se você é gay, necessariamente tem que ser promíscuo. Mas daí a condenar a promiscuidade (e simplesmente ela) como a causa dessa imagem tosca que temos perante a sociedade cristã ocidental já é demais, né? Por que não ser indiferente, não é verdade? E depois, tanto eu quanto vocês sabemos que o buraco é muito mais embaixo...




Como eu já questionei, será mesmo que somos tão oprimidos assim simplesmente por sermos seres promíscuos e assumirmos isso? Ou será que o simples fato de nossa própria origem ferir os princípios ideais da sociedade já basta? Basta, claro que basta. É só pensar em quantos homossexuais nunca tiveram a chance de terem contato sexual com nenhum ser humano e mesmo assim são mal vistos pela sociedade... O simples fato de você gostar de homens já é motivo para ser alguém à margem. E não, a promiscuidade não interfere nisso. Mas essa situação nos permite algo extraordinário: abrir a mente. Nos dá a chance de pensar que, conhecer outras pessoas, pessoas diferentes, ao mesmo tempo e em tempos diferentes, pode deixar de ser um ato condenável para se tornar um ganho de experiência. Ser promíscuo não é condenável, é apenas um desejo, que diz respeito única e exclusivamente a cada um de nós, de conhecermos outras pessoas e compartilharmos uma coisa maravilhosa com elas: o prazer

Mas isso seria banalizar o sexo, não é verdade? Sim, seria. E o que há de errado em banalizar o sexo? O sexo pode sim ser uma situação de comunhão entre duas pessoas que se amam, mas também pode ser simplesmente uma forma de relaxar e ter prazer. Quem decide isso é a pessoa que faz, e ninguém tem direito de julga-la por causa disso. Há quem diga que é um problema de saúde pública, que existe hepatite B, hepatite C, HIV, HPV, HTLV (melhor eu parar, se não o post vai ficar grande demais), e é fato que camisinha não protege contra todos eles. E daí? Você pode pegar essas doenças com qualquer pessoa, seja ela promíscua ou não, basta ela ter a doença. E depois, ser promíscuo não é ser burro, dá sim para ter o mínimo de critério na hora de escolher um parceiro sexual, seja para uma transa ou para o resto da vida. Uma coisa é você fazer sexo com pessoas que você nem mesmo conhece pessoalmente, outra é fazer isso com pessoas com quem você já tem algum nível de intimidade (amigos e colegas, por exemplo). No final das contas, com um pouco de cautela e tomadas as medidas de segurança necessárias, dá para aproveitar a vida numa boa, sem ficar grilado.

No final das contas, só o quero dizer é o seguinte. As pessoas usam a promiscuidade para justificar preconceitos, homofobia. É só você perguntar a alguém, "Por que não gosta de Gays?" ou "Porque você é contra os Gays?" pra pessoa responder: "Porque são um povinho muito promíscuo". Mentira, hipocrisia. Promiscuidade não define o caráter de ninguém, e a origem do preconceito é muito mais complexa do que simplesmente a promiscuidade. Deixar de ser promíscuo não vai fazer diferença nenhuma na imagem que a sociedade tem da gente, mas vai sim ajudar a reprimir cada vez mais o que sentimos e o que queremos. Não tem nada de errado em querer ter relações sexuais com mais de um parceiro por um curto período de tempo, ou mesmo com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, seja(m) ela(s) do mesmo sexo ou não, basta que você tenha o mínimo de critério e tome as devidas precauções.

"I'm burning through the sky Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm traveling at the speed of light
I wanna make a supersonic man out of you

Don't stop me now I'm having such a good time
I'm having a ball don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all"


 (Don't Stop me Now - Queen)



Ai ai ai... Polêmica, como eu adoro polêmica. Antes que eu me esqueça, quero agradecer ao Raphinha pela inspiração. Espero vocês não pensem que eu sou uma frick bich, como diria a Gaga. Pelo contrário, sou um rapaz certinho, tímido, ingênuo... Mas, entre 4... deixa pra lá. 

Um abraço, biches... Até o próximo!


domingo, 15 de abril de 2012

O Anjo


"- Adieu, dit le renard. Voici mon secret. Il est très simple: on ne voit bien qu'avec le cœur. L'essentiel est invisible pour les yeux.
- L'essentiel est invisible pour les yeux, répéta le petit prince, afin de se souvenir.
- C'est le temps que tu as perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante.
- C'est le temps que j'ai perdu pour ma rose... fit le petit prince, afin de se souvenir.
- Les hommes ont oublié cette vérité, dit le renard. Mais tu ne dois pas l'oublier. Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé. Tu es responsable de ta rose..."

(Le Petit Prince - Antoine de Saint-Exupéry)


Esses dias, eu encontrei um anjo... Logo eu, que nunca acreditei em anjo... Mas esse era diferente. Por fora, era o esteriótipo de anjo: loiro, olhos verdes, encantador. Por dentro, conseguia ser mais doce do que qualquer anjo de que se tenha notícia, mas ainda assim tinha algo de apimentado que nenhum anjo conseguiria ter.

Poderia-se dizer que não se tratava de um anjo. Anjos não têm sexo. Este tem... Mesmo assim, era de uma pureza tão admirável, que me saltava aos olhos. Mas foi no momento em que o toquei que tive a certeza. Poucos nesse mundo tiveram este privilégio: o de tocar um anjo. Só os anjos são capazes de te levar ao céu apenas com um beijo... Naquele eu dia eu fui ao céu, e fiquei lá por uma hora e quarenta minutos.

Uma hora e quarenta minutos longe deste mundo, que naquele momento não estava sendo um lugar muito amigável para mim. Por mais que a pista de dança estivesse cheia, só estávamos nós: eu e o meu anjo. E foi tão bom descobrir o mel que existe em sua boca, desbravar o verde dos seus olhos, sentir o seu cheiro, o calor da sua pele... Sim, os anjos têm pele, e ela queima como a nossa. Os anjos têm sangue, e ele ferve como o nosso. Os anjos têm coração, e ele pulsa como o nosso.

O único problema é que os anjos têm asas, e eles voam... nos escapam. Tentei mantê-lo do meu lado, mas desisti (Desisti?). Não posso cortar as asas de um anjo. Quem me dera tê-lo aqui comigo agora. Tão puro e tão encantador. Quem sabe um dia poderei tê-lo sem ter que cortar suas asas. Hei de tê-lo um dia, de novo, por muito mais que quase duas horas. Mas isso ainda são incertezas. De certeza concreta, o que ficou foi aquele beijo, e todos os outros que seguiram. Isso já foi mais do que suficiente para tornar este anjo inesquecível, para torná-lo o meu anjo.

Não sei se meu anjo sabe, mas existe uma verdade que os homens esqueceram. Como diria Saint-Exupery, "Torna-te eternamente responsável por aquele que cativaste". Meu anjo me cativou, agora ele é responsável por mim, para sempre. Seja no amor, ou na amizade... Só quero ter certeza de que poderei desbravar o verde de seus olhos mais uma vez, ou relembrar o mel que existe em sua boca, mesmo que seja por menos vezes do que eu realmente gostaria...


"Angel, angel or so
Wherever you may go
Hmmm, yeah…
I'll follow
Wherever you may go

And always will I be there
Shake worries from your hair
Hmmm, yeah…
I'll be there
Always"

(Angel in the Snow - A-Ha)





Estão vendo? Estou voltando, aos poucos... Pelo menos nos finais de semana... rsrsrs

Um Grande abraço em vocês, meus lindos...

Até o próximo... ;D

domingo, 8 de abril de 2012

Quando as Mudanças se Fazem mais Difíceis do que Realmente são

I never needed you to be strong
I never needed you for pointing out my wrongs
I never needed pain
I never needed strain
My love for you was strong enough, you should have known


I never needed you for judgements
I never needed you to question what I spent
I never asked for help
I take care of myself
I don't know why you think you got a hold on me
(Hush HushThe Pussycat Dolls)



São 15 para as três (da manhã) do dia 18 de março de 2012, um domingo. Como eu odeio domingos. Meu sábado não existiu. Passei o dia na cama, me recuperando da ressaca de sexta. E que ressaca, tanto física quanto moral. Mais moral, na verdade, porque aquela cerveja verde estava tão boa que não poderia me dar uma ressaca tão ruim.
Não tem sido fácil para mim, não mesmo, desde a primeira sexta-feira após o carnaval. Estou variando entre o depressivo e o impulsivo, duas personalidades que de forma alguma caracterizam o verdadeiro Júlio. Não sabia direito o que pensar, o que julgar, se é que eu deveria mesmo julgar. Nem mesmo sabia o que fazer. A única certeza nessas ultimas duas semanas (um pouco mais que isso, na verdade) é que eu não queria que tivesse sido assim, pelo telefone.
Na verdade, eu não queria que tivesse sido assim desde o início. E, meu Deus, como isso me incomoda. Como isso tem me incomodado nas ultimas duas semanas. Como isso tem me incomodado nos últimos 9 meses. E foram os melhores e piores meses da minha vida. Meses em que eu estive perdido, em orbita... Mas ainda assim, pude provar um pouco das ilusões mais doces.
Eu fui capaz de fazer qualquer coisa para continuar com aquele sabor de menta na boca: intenso, frio, e... irresistivelmente doce. Não é assim tão fácil se acostumar com a ideia de que não poderei mais mergulhar nessas águas profundas, tão reconfortantes, tão sufocantes... Por mais sufocantes que fossem, era o que me levava pra frente... Pra frente? Nem disso mais eu tenho certeza. O fato é que era bom, tão bom. Mas há duas semanas o mar secou, suas águas eram tão voláteis que bastou uma mudança de atitude e uma ou duas palavras mal colocadas para elas secarem por completo. E eu, por mais que quisesse, não poderia fazer nada.
Até poderia, mas aí já seria como entregar minha cabeça, ou cada gota de sangue do meu corpo. Não, eu não tenho sangue de barata. “I just can’t live a lie anymore”. Não, não valia mais a pena. Mas o show tem que continuar, e eu continuei a MINHA vida. Queria sim que tivesse sido diferente. Queria que não tivesse sido pelo telefone. Não gosto de assuntos inacabados, e eles sempre parecem inacabados pelo telefone. Mas não teve outro jeito, não posso e nem quero mais ficar em órbita, tentando resolver um assunto que não depende só de mim para se resolver.
É isso aí, não tem mais jeito, acabou... Boa sorte. Foda-se que foi pelo telefone.  Vou tomar as minhas cervejas verdes e vou me divertir. Foi isso que eu fiz naquela sexta-feira. Consciência limpa, desinfectada. Mas então porque será que eu estou me sentindo assim? Suas palavras não deveriam ter o efeito que tiveram. Mas também, depois de uma noite como a da ultima sexta, não há mais nada a ser feito, não é? Só restamos nós dois, um em cada lado, cada um com a sua consciência, com a sua ressaca moral. Vejamos então a ressaca como um efeito colateral de uma quimioterapia, afinal de contas agora eu já consigo conviver com a ideia de que nesse mar eu nunca mais mergulharei de novo. 


"And it's a little late for explanations
There isn't anything that you can do
And my eyes hurt, hands shiver
So you will listen when I say

Baby
I don't want to stay another minute
I don't want you to say a single word
Hush, hush
Hush, hush
There is no other way
I get the final say"
(Hush Hush - Pussucat Dolls)



Bem gente, como bem devem ter percebido esse post estava aqui na minha gaveta (deveria dizer no armário? hahaha) e resolvi utilizá-lo para dar mais um passo na minha volta a blogosfera. Em breve uma senhorita enrustida e passiva chamada Rafael Martins vai me entrevistar. Assim, aos poucos, eu vou voltando. Em breve eu estarei aqui sempre como antes!

Um abraço a todos

Até o Próximo post!